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Economia

A informalidade representa 20,5% do PIB: O que falta para reduzi-la?

08/06/2026 20:00 4 min lectura 9 visualizações
La informalidad representa el 20,5% del PIB: ¿Qué falta para reducirla?

O economista do Centro de Análise e Difusão da Economia Paraguaia (Cadep), Rodrigo Ibarrola, detalha as teorias que explicam a informalidade no país e o impacto que representa em matéria econômica.

A informalidade é mais barata que a formalidade? A resposta curta é que isso não é necessariamente assim. A verdade é que a informalidade é multicausal e estrutural. Dependendo de qual setor se analise, é provável que encontremos situações em que resulta mais barata ou conveniente, e decidem permanecer nessa situação, mas por motivos distintos, aponta como introdução.

Dentro deste espectro, encontram-se casos como os autônomos ou empresas pequenas que realizam labores de subsistência, o custo é tão elevado para eles que é impossível solventá-lo (vendedor ambulante, pedreiro). Também há setores autoempregatícios com alto desempenho com ingressos mais altos, maior produtividade e capacidade empresarial, onde os custos de formalização são menos relevantes. "Nesse caso, são informais por vantagens tributárias, flexibilidade, então temos uma decisão racional de maximização de benefícios (contratista de obras, comerciante fronteiriço ou programador de software)", explica.

Para dimensionar este problema, Ibarrola detalha que a informalidade é quase uma cena cotidiana que aparece no comércio callejero, serviços domésticos, construção, reparações, transporte, atividades agrícolas, pequenos negócios familiares e constitui uma parte fundamental do funcionamento econômico do país.

"São atividades legais. O que as torna informais é que não pagam impostos, não emitem faturas, não registram trabalhadores e não cumprem plenamente a regulação laboral ou comercial. Outra questão importante é que não é uma categoria jurídica claramente delimitada. Pode referir-se a trabalhadores sem seguridade social, empresas não registradas, atividades não declaradas ao Fisco, emprego precário, trabalho por conta própria, microempresas e produção não registrada", menciona.

Acrescenta que dependendo da definição que se utilize, o tamanho da economia informal pode variar enormemente e que "não basta apenas com medi-la". "Dois países podem exibir exatamente a mesma taxa de informalidade e, no entanto, estar enfrentando fenômenos completamente distintos. Por exemplo, um trabalhador pode ser informal porque não possui seguro médico, outro porque trabalha em uma empresa não registrada, outro porque não contribui para aposentadoria, outro porque é autoempregatício. Todos são informais, mas as causas e soluções são distintas", expõe.

O economista indica que não pode resumir-se em um único indicador e deve analisar-se desde distintos níveis: trabalhador, empresa, organização e território. No entanto, para dimensionar sua proporção no Paraguai assevera que "a informalidade, medida de maneira rigorosa – através das contas nacionais – representa ao redor de 20,5% do PIB".

OS DETERMINANTES

O profissional indica que entre os fatores determinantes encontra-se que os trabalhadores com mais anos de estudo têm maiores probabilidades de possuir seguro médico, contribuir para aposentadoria, receber férias, trabalhar em empresas registradas, contar com contrato laboral e trabalhar em empresas grandes.

Além disso, assegura que os mais educados podem adaptar-se melhor a tecnologias, procedimentos administrativos e regulações formais. Neles, os benefícios da formalidade costumam superar os custos. Por conseguinte, têm maiores incentivos para permanecer dentro do sistema formal.

"A educação incrementa a produtividade individual. Como os trabalhadores mais produtivos são mais atraentes para empresas formais, isso facilita a entrada a empresas grandes, labores mais profissionais e o setor público. Assim forma-se um círculo virtuoso onde a educação facilita melhores empregos. Os melhores empregos geram maiores ingressos. Os maiores ingressos favorecem a inserção formal", conclui o especialista do Cadep.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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