A faena de bovinos cresceu 10,6% em julho e atingiu o maior nível mensal de 2026
A atividade dos frigoríficos paraguaios registrou uma nova aceleração durante julho. Segundo dados do Serviço Nacional de Qualidade e Saúde Animal (Senacsa), durante o sétimo mês de 2026 foram faenados 190.839 bovinos, o volume mensal mais elevado do ano.
Frente a junho, quando foram processados 172.532 animais, a faena aumentou em 18.307 cabeças, equivalente a um crescimento de 10,6%. Julho superou assim o máximo alcançado um mês antes e consolidou a recuperação da atividade industrial observada desde maio.
O comportamento mensal mostra uma tendência claramente ascendente após o piso registrado em abril, com 105.315 animais. A faena subiu posteriormente a 143.866 cabeças em maio, 172.532 em junho e 190.839 em julho.
Entre abril e julho, o volume mensal processado aumentou em 85.524 animais, o que representa uma expansão superior a 81%.
Apesar de converter-se no mês de maior atividade de 2026, a faena de julho ainda se ubicou abaixo do registro do mesmo mês do ano passado.
Em julho de 2025 haviam sido processados 203.383 bovinos, portanto o resultado deste ano foi inferior em 12.544 cabeças, uma queda interanual de 6,2%.
Contudo, a diferença foi muito menor quando se observa o volume produzido em toneladas. Durante julho de 2026 obtiveram-se 49,4 mil toneladas, frente aos 49,9 mil toneladas registrados um ano antes, uma redução de apenas 0,9%.
Isso indica que o menor número de animais foi compensado, em grande medida, por um maior peso médio. A média passou de aproximadamente 245 quilos por animal em julho de 2025 a 259 quilos em julho de 2026, uma melhoria próxima a 14 quilos ou 5,7%.
Os touros explicaram mais da metade da faena; com menos fêmeas processadas versus 2025
A categoria com maior participação durante julho foi a de touros, com 95.989 animais, equivalentes a 50,3% do total mensal.
Em comparação com junho, a faena de touros aumentou em 10.617 cabeças, um crescimento de 12,4%, e explicou cerca de 58% de toda a expansão registrada entre ambos os meses.
As vacas apresentaram o maior crescimento percentual mensal. A faena passou de 37.332 animais em junho a 42.266 em julho, um aumento de 4.934 cabeças ou 13,2%.
Enquanto isso, os novilhos aumentaram de 19.382 a 21.191 animais, com uma expansão de 9,3%, enquanto as novilhas passaram de 30.446 a 31.393 cabeças, um crescimento mais moderado de 3,1%.
A composição da faena de julho ficou distribuída da seguinte forma: touros: 95.989 cabeças, 50,3%; vacas: 42.266 cabeças, 22,1%; novilhas: 31.393 cabeças, 16,4%; e novilhos: 21.191 cabeças, 11,1%.
A comparação com julho de 2025 mostra que o menor volume total esteve explicado principalmente por uma forte redução na faena de vacas e novilhas.
A faena de novilhas desceu de 43.698 a 31.393 cabeças, uma diminuição de 12.305 animais ou 28,2%. Em vacas, o volume caiu de 49.682 a 42.266 cabeças, uma redução de 7.416 animais ou 14,9%.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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