A cidade chinesa de Wuhan investiga fábrica presumivelmente vinculada a casos de câncer
O anúncio chega após o meio provincial Elephant News informar na segunda-feira que a aldeia de Huangtupo, com uma população registrada de 585 habitantes, registrou ao longo dos anos 62 casos de câncer ou leucemia entre seus residentes, a maioria com menos de 50 anos, e 34 deles detectados apenas desde 2015.
De acordo com esse meio, os habitantes suspeitam que as doenças poderiam estar relacionadas com a fábrica de silicato de sodio Wuhan Xinzhou Changsheng, localizada na entrada do vilarejo, embora as autoridades ambientais locais tenham sustentado que "não há contaminação" e que a planta "já cessou sua produção".
O informe gerou ampla atenção nas redes sociais chinesas, o que levou o Governo de Wuhan a publicar na terça-feira um comunicado em sua conta oficial de WeChat no qual anunciou a criação de um grupo conjunto de investigação para examinar a situação.
As autoridades indicaram que o grupo está realizando uma investigação "exaustiva" sobre questões como a saúde dos habitantes, o impacto ambiental e ecológico da fábrica e a suspensão de sua produção.
Os resultados "serão tornados públicos no momento oportuno", indicou o Governo no comunicado, no qual também afirmou que "agradece a supervisão dos meios de comunicação e do público".
Em 2013, o Ministério do Ambiente da China reconheceu pela primeira vez que existiam lugares nos quais a contaminação havia causado altas taxas de câncer, coincidindo com a ira expressa pelos cidadãos pela contaminação do ar e resíduos industriais gerados pelo rápido desenvolvimento econômico.
"Materiais químicos venenosos e prejudiciais produziram muitas emergências relacionadas com água e ar (...). Em alguns lugares, alguns vilarjos são conhecidos até como 'vilarjos do câncer'", admitiu a pasta em um informe.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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