A busca pelos restos da mão direita de Hitler: Martin Bormann esteve enterrado em Itá?
Documentário do History Channel mostra expedição de pesquisadores em cemitério paraguaio
Um episódio publicado pelo History Channel mostra quando uma equipe de pesquisadores e peritos forenses chegaram até o Cementerio Municipal de Itá em busca de indícios que os levassem aos restos de Martin Bormann, a mão direita de Adolf Hitler, que em seu momento foi um dos homens mais procurados da história.
O documentário foi novamente compartilhado pelo canal em suas redes sociais.
Os responsáveis pela expedição apontaram que existem elementos para presumir que o cadáver do militar alemão esteve enterrado no cemitério paraguaio durante os primeiros anos da ditadura de Alfredo Stroessner, posterior à Segunda Guerra Mundial.
A versão que os especialistas manejavam era que Bormann foi enterrado de maneira anônima em 1959 na cidade de Central após seu falecimento que teria ocorrido no Paraguai.
No documentário se vê o geofísico estadunidense Neil Anderson, que guiado por um coveiro local, chegou até um terreno sem cruz nem marcas. O especialista implantou um radar de penetração terrestre (GPR) para analisar o subsolo onde supostamente foi colocado o caixão do militar.
Realizou-se uma busca exaustiva e após os trabalhos pôde-se detectar uma tumba vazia, sem restos nem caixão. Porém, suspeita-se que no passado houve um corpo sepultado que foi exumado e trasladado posteriormente.
Saiba mais: Incautam na Argentina armas com selo nazista
Os especialistas garantiram que dados eletromagnéticos confirmaram que o solo do cemitério sofreu uma alteração caótica na zona indicada, o que respalda a teoria da equipe sobre um corpo que esteve ali.
"Quando os cavalheiros removeram o material da superfície, pudemos ver os fragmentos de tijolo quebrado. Parece que os quebraram com uma alavanca", apontou um dos especialistas.
No material audiovisual destacaram que a trama supera a simples fuga de um homem que foi chave para o regime alemão e que poderia explicar a poderosa rede tecida pela Odesa (Organisation der ehemaligen SS-Angehörigen), respaldada por setores da igreja, sacerdotes e industriais alemães que financiaram a fuga de criminosos de guerra através da Itália.
Pode lhe interessar: Revelam lugar em Assunção onde supostamente enterraram a Hitler
Hugo Ayala, diretor de Cultura da Municipalidade de Itá, afirmou à Última Hora que desconhece a data em que chegaram os especialistas estrangeiros para realizar os trabalhos no cemitério e garantiu que é uma expedição que tem larga data.
"O que me disseram é que é um material antigo já e que não se realizou este ano", afirmou o funcionário.
Ayala, que é antigo morador de Itá, garantiu que desde sua infância escuta histórias relacionadas à presença de nazistas no país.
"Escutávamos rumores de que havia uma sepultura de um dos alemães. Alguns disseram que era Hitler, outros disseram que era Mengele e ultimamente este Bormann. A vida toda escutávamos", acrescentou.
Martin Bormann foi um político da Alemanha nazista e chefe da Chancelaria do Partido Nazista. Acumulou um imenso poder dentro do Terceiro Reich usando sua posição de secretário privado de Adolf Hitler para controlar o fluxo de informação e o acesso a Hitler.
O considerado criminoso de guerra, oficialmente declarado morto em 1945, teria vivido no Paraguai e na Bolívia sob a identidade de um religioso, afirmou um colaboracionista belga, Paul van Aerschodt, em uma entrevista publicada pelo jornal belga Derniere Heure.
Maneja-se a informação de que Bormann viveu em colônias alemãs do Departamento de Alto Paraná como Obligado, Bella Vista e Hohenau.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.