80 anos do telefone móvel: Do porta-malas de um carro ao bolso de 7 em cada 10 pessoas no mundo
Foi no dia 17 de junho de 1946 quando, em San Luis (Missouri, Estados Unidos), foi realizada a primeira chamada comercial a partir de um telefone móvel instalado em um veículo, dentro de uma prova impulsionada pela AT&T e Southwestern Bell, segundo relembra à EFE o presidente do Colégio Oficial de Engenheiros em Informática, Fernando Suárez.
O equipamento não era um móvel como o que conhecemos hoje, mas sim que requeria de uma instalação específica. Além disso, as chamadas não se realizavam mediante marcação automática, mas que era necessário contatar com uma operadora que estabelecia manualmente a comunicação.
A despeito de suas limitações, aquele sistema supôs um marco tecnológico, já que pela primeira vez era possível comunicar-se por telefone enquanto se estava em movimento, rompendo a dependência de uma ubicação fixa.
Naquele então, a capacidade da rede era muito reduzida e apenas podiam manter-se simultaneamente umas poucas conversas em toda a cidade, mas o conceito que mudaria o mundo já estava ali.
Em oito décadas, passou-se de equipamentos que pesavam dezenas de quilos a dispositivos que cabem em um bolso, que têm uma capacidade de cálculo superior aos computadores que levaram o ser humano à Lua e com acesso instantâneo a informação e serviço de todo o mundo, aponta.
A distância entre aquele telefone de carro de 1946 e um smartphone (telefone inteligente) atual é comparável à que existe entre os primeiros aviões dos irmãos Wright e um moderno avião intercontinental.
Aquele marco desembocou em uma revolução em escala mundial. Foi a partir do 1º de julho de 1991, na Finlândia, quando apareceu um novo marco com a primeira chamada de telefonia móvel digital, que passou a substituir os sistemas analógicos do 1G.
Com este acontecimento, entrou-se na era do 2G, marcada pela introdução de padrões de voz e dados, como o SMS. A primeira mensagem da história foi enviada em 1992.
Depois de passar pelo 3G, ao 4G e ao 5G, o foco está posto no 6G, que se espera para 2030.
Até hoje, a telefonia móvel converteu-se em uma infraestrutura econômica essencial que impulsiona a digitalização, a inteligência artificial, o comércio eletrônico e os serviços públicos em todo o planeta, segundo a GSMA, uma associação mundial que engloba mais de 1.000 operadores de telefonia móvel e empresas afins.
De acordo com o relatório The Mobile Economy 2026 da GSMA, atualmente existem 8.800 milhões de conexões móveis no mundo e 5.800 milhões de usuários únicos, o 70% da população mundial.
Além disso, em 2025, o setor móvel gerou 50 milhões de empregos em todo o mundo; aportou mais de 800.000 milhões de dólares (mais de 690.000 milhões de euros ao câmbio) em receitas públicas e contribuiu com 7,6 trilhões de dólares para a economia mundial, o 6,4% do PIB global.
As previsões para 2030 passam, segundo dito estudo, por que a contribuição das tecnologias e serviços móveis alcancem 11,3 trilhões de dólares, o 8,4% do PIB mundial.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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