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Internacional

Uma menina de 12 anos sobreviveu 32 horas sob os escombros após os terremotos da Venezuela

06/07/2026 11:46 3 min lectura 16 visualizações
Una niña de 12 años sobrevivió 32 horas bajo los escombros tras los terremotos de Venezuela

Uma história de sobrevivência após o desastre

Karina Blanco estava prestes a começar uma aula de spinning que ministrava quando a terra começou a tremer. As sacudidas se intensificaram, então ela pegou sua bolsa e saiu correndo para o exterior junto com os demais.

"Quando me dei conta da magnitude do que estava acontecendo, comecei a gritar: 'minha filha, minha filha!'. Subi no meu carro e dirigi o mais rápido que pude", relatou Karina.

Sua única filha, Fabiana, de 12 anos, estava em casa quando dois potentes terremotos sacudiram a Venezuela com apenas alguns segundos de diferença em 24 de junho. O segundo sismo, de magnitude 7,5, foi um dos mais fortes que o país sofreu em um século.

O momento do colapso

Quando Karina chegou ao seu edifício em Caraballeda, ao norte do estado de La Guaira, mal conseguia acreditar no que via. "Vi um edifício, depois um vazio onde estava o meu e, em seguida, outro edifício", disse.

Fabiana estava no quarto de sua mãe — localizado no primeiro andar de um edifício de dez pavimentos — quando sentiu os terremotos. Correu para a cozinha e se agarrou ao balcão no momento exato em que as paredes ao seu redor desabaram. A força do colapso a jogou ao chão.

"Via as coisas se sacudindo, caindo e quebrando. Depois, as paredes se racharam. O muro que separava meu apartamento do de uma amiga desabou. Naquele instante pensei: 'Vou morrer. Não vou sobreviver a isso. Ninguém virá me resgatar'", contou Fabiana.

A partir daquele momento começou uma angustiante espera que se prolongou por 32 horas.

Presa sob os escombros

Sob os restos do edifício, tudo ficou em silêncio para Fabiana. Estava deitada de costas, presa pelos escombros e com o teto quase tocando seu rosto.

"Sou uma pessoa que sofre muito com ansiedade e claustrofobia. Mas, não sei por quê, me invadiu uma calma estranha. Talvez minha mente estivesse em estado de choque", comentou.

Pouco depois, uma enfermeira que trabalhava cuidando dos vizinhos do andar acima começou a gritar para ver se alguém conseguia ouvi-la. Fabiana respondeu.

"Ela me disse para manter a calma e que tudo daria certo", contou Fabiana.

A esperança e os recursos

Seis horas depois do terremoto, perto da meia-noite, a enfermeira foi resgatada. Ela disse aos voluntários que a resgataram que havia uma menina chamada Fabiana viva lá dentro.

"Eu havia me entregue nas mãos de Deus, pedindo forças para começar uma nova vida sem Fabiana. E então alguém me disse: 'Sua filha está viva'", relatou Karina.

Durante sua permanência sob os escombros, Fabiana encontrou recursos fundamentais para se manter consciente. "Tinha uma perna dobrada em uma posição dolorosa e mexi alguns escombros para conseguir esticá-la. Ao fazer isso me machuquei e cortei, mas encontrei um pote de ketchup e um pouco de queijo ralado. Isso foi o que me manteve consciente", comentou.

O resgate

Ao amanhecer, um grupo de bombeiros venezuelanos chegou ao edifício. Entraram entre os escombros e chamaram por Fabiana, um momento que representava tanto esperança quanto angústia para sua mãe.

"Por alguma razão, eu tinha esperança e fé", disse Fabiana sobre sua permanência sob os restos do imóvel.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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