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Internacional

Trump e Xi, um passeio "entre o céu e a terra" pelo templo preferido de Kissinger

Após reunião no Grande Palácio do Povo, líder americano é recebido por Xi em visita ao icônico Templo do Céu de Pequim

14/05/2026 17:00 4 min lectura 0 visualizações
Trump y Xi, un paseo "entre el cielo y la tierra" por el templo preferido de Kissinger

Trump chegou ao local, fechado ao público durante dois dias, pouco depois de finalizar sua reunião com Xi no Grande Palácio do Povo, e posteriormente seu anfitrião o guiou em um passeio que não ultrapassou uma hora pelos locais mais emblemáticos de um complexo que, com 273 hectáreas de extensão, é quatro vezes maior que a Cidade Proibida.

A estrutura central do Templo, de planta redonda e com um vistoso telhado triplo de telhas azuis, é uma das imagens mais tradicionais e conhecidas de Pequim: foi erguido em 1420, durante a dinastia Ming e em sua construção, toda de madeira, não se empregou nem um único prego.

Mas além de sua aparência, o Templo do Céu encarna fortes valores simbólicos, já que os imperadores das dinastias Ming e Qing acudiam ali para oferecer sacrifícios e rezar pelas colheitas, algo que meios locais interpretam hoje como uma mensagem sobre a união da "ordem cósmica e a autoridade política", mas também sobre a "harmonia e a abundância" que devem reger a relação entre as duas potências.

"Um lugar magnífico. Incrível. A China é linda", manifestou Trump brevemente à imprensa que o acompanha quando os repórteres lhe perguntaram como havia correr a reunião prévia com Xi.

Foi uma das poucas interações do presidente americano com a imprensa desde que chegou ontem a Pequim. O republicano se concentrou nesta ocasião no passeio com seu anfitrião, que o recebeu ao pé do "Salão de oração pelas boas colheitas" e, após uma foto em grupo, o guiou em um percurso pelo enclave que não ultrapassou uma hora de duração.

Concluído o passeio, ao qual se uniram seu filho Eric e sua nora Lara Trump, o mandatário subiu em seu carro oficial e a caravana partiu rumo ao hotel no qual se aloja o mandatário, que assistirá esta tarde a um banquete de Estado oferecido em sua honra por Xi Jinping no Grande Palácio do Povo.

A forte presença policial e os limites de acesso à zona fizeram com que nos arredores do monumento não se congregasse demasiado público, segundo constatou a EFE, embora alguns transeuntes e até alguns turistas conseguissem chegar às imediações com a esperança de vislumbrar os presidentes ou ao menos a descomunal caravana na qual se desloca o americano.

"Só quero ver o deslocamento da caravana de Donald Trump. Porque sua visita nesta ocasião tem um grande significado. Ele pode dar um grande impulso à economia da China", declarou à EFE um dos presentes, que preferiu não revelar seu nome.

Outro, com marcado criptismo oriental, respondeu que "o futuro é imprevisível" ao ser perguntado sobre a possível melhora da relação entre os dois líderes, e que "deveria haver certos resultados" quando questionado sobre os acordos que possam sair da visita.

O líder republicano não é o primeiro ocupante da Casa Branca que visita o Templo do Céu, por onde passou o então presidente Gerald Ford em 1975, e em 1988 a então primeira-dama, Nancy Reagan, em representação de Ronald Reagan, que tinha previsto comparecer mas se viu "preso" em reuniões mais longas do que o previsto.

Também esteve neste enclave o ex-presidente George H.W. Bush, embora não durante seu mandato, mas anos antes, quando ocupava o cargo de chefe do escritório de enlace dos Estados Unidos em Pequim, de acordo com o meio estatal The Paper.

Porém, se há um político americano cujo nome está ligado ao Templo do Céu é o do ex-secretário de Estado Henry Kissinger, que segundo os registros do local visitou o lugar ao menos uma dúzia de vezes entre 1971 e 2003, e é conhecido como um "velho amigo da China" por seu papel para gestar em segredo o degelo entre Pequim e Washington.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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