Revanche, expectativa e polêmico perdão a Balogun em Seattle
Bélgica e Estados Unidos se reencontram 12 anos depois da decisão de 2014, com suspensão de sanção do astro americano gerando polêmica
No Mundial de Brasil 2014, a seleção da Bélgica derrotou por 2-1 na prorrogação os Estados Unidos, com gols de Romelu Lukaku e Kevin De Bruyne; doze anos depois reencontrados todos eles sob distintas perspectivas, inclusive com o time norte-americano com o halo de favorito em uma revanche em casa em Seattle, marcado pela polêmica suspensão da sanção do partido pela FIFA a Folarin Balogun.
O Comitê Disciplinário da FIFA deixou este domingo em suspenso a sanção do máximo goleador estadounidense nesta edição do torneio, pela expulsão com cartão vermelho nas oitavas de final contra a Bósnia-Herzegovina, por um período de prueba de um ano, razão pela qual está disponível para o encontro, entre o espanto e o protesto da Federação Belga de Futebol, que emitiu um comunicado oficial no qual anunciou que está "estudando todas as opções possíveis".
Goleador por duas vezes no 4-1 contra o Paraguai e por uma vez ante o time bósnio, no limite do intervalo certeiro com a esquerda após um rebote (aos trinta minutos também havia conseguido um gol finalmente anulado), Balogun foi depois expulso naquele encontro por um pisotão fortuito no tornozelo em um confronto com Tarek Muharemovic.
Além da agitação que provocou a surpreendente determinação da FIFA, celebrada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, em sua rede social 'Truth', no aspecto desportivo a Bélgica não demonstrou ainda, ao longo do Mundial 2026, ser o que era então, ao limite da eliminação nas oitavas de final contra o Senegal, enquanto Estados Unidos se sentiu solvente com o estilo que o dotou o argentino Mauricio Pochettino, vencedora de três de seus quatro confrontos: 4-1 ao Paraguai, 2-0 à Austrália e, já nas eliminatórias, 2-0 à Bósnia.
Enquanto pairam Espanha ou Portugal no horizonte das quartas de final, o conjunto estadounidense se mostrou mais conclusivo e eficaz que a Bélgica.
Embora tenha feito 40 remates a menos (92 dos Diabos Vermelhos por 52 seus, segundo as estatísticas oficiais da FIFA), marcou um gol a mais que seu oponente, com dez tantos pelos nove do time de Rudi García, que tem um problema evidente de jogo, inclusive o teve de ambição durante 70 minutos ante o Senegal, mas ainda mais de finalização, com Romelu Lukaku curto de ritmo para jogar toda a partida.
É tal a sensação de ineficácia ofensiva do resto dos jogadores belgas que a necessidade de Lukaku, convocado pelo técnico apesar de uma temporada difícil, com 44 partidas fora por lesão ou problemas físicos e incerto para a lista até maio passado, foi evidente para a remontada ante o Senegal. Por seu poderoso remate, oportuno para resgatar sua seleção, como revulsivo novamente. Marcou dois gols e provocou outro quando entrou do banco em três dos quatro confrontos disputados por ele e sua equipe.
A escolha de Rudi García é se joga de início ou depois. É a incógnita do time, na disputa com Charles De Ketelaere, outro tipo de jogador, ainda sem gol no torneio, à espera se o fatal primeiro tempo e além de Kevin De Bruyne, com incômodos e em dúvida, e Jeremy Doku ante o Senegal está suficientemente justificado para o técnico para se questionar um giro em seu onze.
São seus dois melhores jogadores sobre o papel. Na quarta-feira passada os trocou com 0-2 em desvantagem. A Bélgica venceu finalmente por 2-3. Mas, em oitavas de final já, não parece que o treinador vá tomar uma decisão de tanto peso, que se moveu pela mesma ideia em sua linha de três meias pontas durante toda a competição. São Leandro Trossard, De Bruyne e Doku, do qual seus companheiros confiam em seu melhor nível já nesta segunda-feira. Trossard e De Bruyne arrastam incômodos no torneio e são dúvida séria, igual ao zagueiro Brandon Mechele. Lukebakio, Diego Moreira e Nathan Ngoy ou Zeno Debast poderiam entrar por eles.
Só alterou essa combinação em...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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