Quênia: incêndio em internato deixa 16 meninas mortas
Ao menos 16 alunas morreram e outras 79 ficaram feridas após um incêndio atingir um dormitório de um internato de meninas no Quênia, informaram as autoridades nesta quinta-feira. No momento, desconhece-se a origem do incêndio. Também não foi precisada a idade das meninas que frequentavam este internato educacional.
O incêndio ocorreu antes da 1 da manhã na escola para meninas Utumishi em Gilgil, uma cidade a cerca de 100 km ao norte de Nairóbi. "Temos 16 vítimas fatais. É um incidente muito lamentável", disse à imprensa o ministro da Educação, Julius Migos Ogamba, informando que há 79 feridas, das quais oito continuam hospitalizadas.
De acordo com um correspondente no local, vários pais se apressaram, apavorados, em chegar à escola para obter notícias de suas filhas e se concentraram no pátio do estabelecimento. "Fiquei sabendo da notícia" do incêndio "às 5 da manhã; um amigo me ligou, estava tão preocupada, tão assustada", declarou à AFP Mary Chenpndetich, de 38 anos, cuja filha Joy é interna no centro.
"Graças a Deus ela está bem", já que usava "um dormitório diferente" do que foi consumido pelas chamas, acrescentou. Salomé, de 15 anos e filha de Margaret Mwangi, também se encontrava em outro dormitório. Após ser informada do incêndio, "estava tão traumatizada", disse Mwangi, embora tenha ressaltado que agora se sente aliviada e feliz que sua filha tenha se salvado.
O ministro do Interior do Quênia, Kipchumba Murkomen, e o subcomandante da polícia, Eliud Lagat, encontram-se no local. O titular do Interior explicou que a escola está vinculada à polícia, e que a maioria das alunas são filhas de oficiais da corporação policial. "Sabemos que é um momento de grande ansiedade", complementou o ministro em declarações à imprensa.
O incêndio foi extinguido por volta das 3 da manhã, quando "o dano já havia sido feito", explicou o ministro da Educação. "O dormitório ficou completamente destruído" pelo fogo, afirmou. A investigação determinará se a escola respeitava as normas de segurança, acrescentou o ministro, que pediu evitar toda "especulação".
Segundo ele, 808 alunas estavam alojadas nas instalações do centro no momento do incêndio. Não precisou quantas dormiam no dormitório afetado. No Quênia, muitas alunas são internas em escolas deste tipo onde ocorreram vários incêndios fatais nos últimos anos.
Em setembro de 2024, 21 alunos perderam a vida quando um incêndio consumiu seu dormitório durante a noite perto da cidade de Nyeri, a cerca de 160 quilômetros ao norte de Nairóbi. O incêndio mais trágico ocorreu em um centro escolar em 2001, que causou a morte de 67 estudantes do ensino médio, no distrito de Machakos, no sul do Quênia.
Fonte: AFP.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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