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Paraguai

Paraguai entraria em "alerta vermelho" energético em 2030, alerta instituto técnico

Informe aponta risco de crise energética entre 2026 e 2035 se não forem tomadas medidas urgentes

08/07/2026 07:45 3 min lectura 7 visualizações
Advierten que Paraguay entraría en “alerta roja” energética en el 2030

O Instituto de Profissionais Paraguaios do Setor Elétrico (IPPSE) apresentou recentemente seu Informe Técnico N° 1/26. O documento alerta sobre o risco iminente de uma crise energética no Paraguai para o período compreendido entre os anos 2026 e 2035. Segundo a análise dos requerimentos de geração elétrica, o país enfrenta um cenário em que a demanda de potência e o consumo de energia superarão a capacidade das fontes atuais se não forem tomadas medidas urgentes e oportunas.

No âmbito da demanda de potência, as projeções elaboradas pelos técnicos indicam que para o ano 2028 será alcançado um nível crítico denominado "alerta laranja". Nesse momento, o sistema exigirá 6.250 MW dos recursos, o que obrigará as autoridades a incorporar novas fontes de geração para não esgotar a reserva estratégica. O cenário se agrava em direção ao ano 2030, data em que seria acionado o "alerta vermelho" ao consumir-se a totalidade da potência máxima disponível de 7.813 MW nas centrais de geração atuais.

Com relação ao consumo de energia, o informe detalha que o "alerta laranja" para este indicador será ativado em 2029, ao alcançar o limite de planejamento de 41.120 GWh por ano.

Assim como com a potência, o ano 2030 marca o início do "alerta vermelho", momento em que se esgotará a energia disponível máxima de 51.400 GWh por ano.

Indicadores

O Instituto elaborou o informe considerando alguns dados-chave do comportamento do sistema elétrico nacional.

Por exemplo, a demanda de potência projetada cresce a um ritmo de 8% ao ano, enquanto o consumo de energia projetado experimenta um incremento de 10% ao ano.

Neste cenário, os especialistas que elaboraram o documento concluem que a partir do ano 2031, o Paraguai começará a registrar déficits progressivos e sustentados, tanto de potência quanto de energia, se não forem executados os planos de expansão necessários. Também mencionam que as cargas intensivas especiais, como a criptomineração, influenciaram no consumo recente, mas a conclusão de seus contratos em 2027 não representará uma disponibilidade adicional significativa para ser destinada a outros usos.

Sem margem

Diante dessa conjuntura, o documento salienta que o tempo de ação é limitado.

Os profissionais concluem que qualquer atraso na incorporação de novas capacidades de geração comprometerá diretamente a reserva estratégica e a segurança do abastecimento nacional. Para fazer frente aos requerimentos futuros durante a próxima década, a energia solar fotovoltaica acompanhada de bancos de baterias de alta potência se perfila como a alternativa mais viável a curto prazo, destacando-se por seus rápidos tempos de habilitação de aproximadamente três anos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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