Pacientes denunciam falta de insulina há um mês no Hospital de Luque
Diabéticos relatam desabastecimento de medicamentos essenciais e falta de informação sobre reposição de estoque
Uma paciente diabética, que evitou revelar sua identidade, denunciou que há um mês não há insulina no Hospital General de Luque.
Relatou que necessita cinco lapicetas de insulina ao mês, cada uma com custo superior a G. 170.000. Também mencionou que não há medicamentos para pressão arterial, além de outras deficiências no abastecimento.
Informou que apenas lhe dizem que "não há" e nem sequer sabem quando haverá novo estoque. Contou que a cada três meses o hospital carrega no sistema tudo o que é necessário para a saúde, após controle com análises, e na data designada comparece para retirar os fármacos, mas lhe dizem que "não há".
Referiu que o custo é muito alto no caso das insulinas, pois também precisa comprar outro tipo de medicamentos para diabéticos, que custam entre G. 180.000 a G. 200.000.
"Geralmente falta uma semana. Então, compramos uma lapiceta (de insulina), porque eu uso uma lapiceta semanal, mas agora, há um mês, que não temos (disponível no hospital). Vamos e voltamos todos os dias com o frio e nos dizem a mesma coisa. 'Não temos e não sabemos quando vamos ter'. Gostaria muito que essa denúncia chegasse ao Ministério da Saúde para receber os medicamentos", acrescentou.
Por sua vez, Hugo Olmedo, outro paciente, manifestou que a falta de insulina agrava a situação dos enfermos e que provoca outras complicações.
Acrescentou que nunca tiveram esse tipo de inconveniente e que geralmente costuma haver atraso de um ou dois dias em um ano, mas desta vez o atraso já dura mais de um mês, o qual é preocupante para os enfermos diabéticos.
Detalharam que outro medicamento para pressão arterial tem custo de G. 180.000 e a insulina varia entre G. 170.000 a G. 200.000.
"Estou gastando cerca de G. 2 milhões em medicamentos. Se uma pessoa ganha salário mínimo e tem filhos na escola é preocupante. Não podemos deixar de consumir os medicamentos e não sei como vamos resolver isso", expressou.
O homem agradeceu a atenção que recebeu no Hospital de Luque, pois uma vez já lhe salvaram a vida.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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