Nova lei de energias renováveis abrirá oportunidades de investimento no Paraguai
Novo marco regulatório para diversificar matriz energética
O Paraguai avança na implementação de sua nova lei de Energias Renováveis Não Convencionais (ERNC), um passo significativo na regulação do setor energético nacional. A regulamentação da Lei Nº 7599/2025 estabelece condições para que o setor privado participe na geração de energia limpa complementando a atual matriz hidroelétrica do país.
Segundo especialistas do setor, este marco legal representa uma oportunidade para fortalecer a infraestrutura energética nacional e posicionar o Paraguai como gerador de energia limpa a nível regional.
Investimento privado em energias alternativas
O novo modelo contempla investimento descentralizado em fontes não hídricas, com mais de USD 3.000 milhões de capital privado previstos durante a próxima década, somados a outros USD 2.000 milhões em pequenas centrais hidroelétricas. Esta participação privada se enquadra em fortalecer o serviço de energia elétrica nacional.
A lei outorga licenças de até 30 anos para projetos solares, eólicos e de biogás, o que facilita a viabilidade financeira dessas iniciativas. Além disso, inclui fundos de investimento para assegurar pagamentos e reduz riscos de incumprimento contratual.
Oportunidades a nível regional
O marco regulatório abre formalmente a porta à exportação de energia gerada por privados, permitindo que o Paraguai se posicione como um hub regional de energia limpa. Esta estratégia busca gerar valor agregado local e diversificar a oferta de energia renovável na região.
A visão de longo prazo é combinar o histórico excedente hidroelétrico com as novas fontes de energias renováveis não convencionais para criar um modelo energético híbrido competitivo a nível internacional.
Desafios técnicos a considerar
Os especialistas apontam que a transição rumo à diversificação da matriz energética requer atenção em aspectos técnicos e de infraestrutura. Entre os principais desafios menciona-se a adaptação da rede de transmissão da ANDE para gerenciar os novos volumes de geração distribuída que trarão os projetos privados.
Além disso, a normativa estabelece que os contratos de remuneração não podem superar o pliego tarifário vigente, o que requer modelos de negócio competitivos. A lei também exige uma participação acionária local de 51%, consideração importante para atrair investimento estrangeiro.
Perspectivas futuras do setor
O novo marco regulatório posiciona 2026 como um ano decisivo para a implementação dos primeiros projetos sob esta normativa. A abertura legal para investimento privado em energias alternativas complementa a força atual do Paraguai em geração limpa, ampliando as possibilidades de crescimento do setor energético nacional.
"Fica tudo por fazer na indústria energética paraguaia", apontam especialistas, destacando as oportunidades que abre o novo marco regulatório para investimentos e desenvolvimento do setor.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.