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Esportes

"Não fomos ao Mundial só para competir; fomos para fazer história"

Alexandro Maidana retorna a Atyrá após participação na Copa do Mundo e reafirma seu compromisso com as raízes

07/07/2026 23:15 3 min lectura 6 visualizações
“No fuimos al Mundial solo para competir; fuimos para hacer historia”

Alexandro Maidana alcançou metas que muitos jogadores de futebol levam anos para conquistar. Integrou a Seleção Paraguaia em uma Copa do Mundo, deu o salto para o futebol argentino e hoje se projeta como uma das jovens promessas do futebol nacional. No entanto, ao retornar a Atyrá, o lugar onde seu sonho nasceu, assegura que nunca esqueceu suas raízes.

O jogador reconheceu que jamais imaginou viver tantas experiências em tão pouca idade. "Acredito que é um privilégio estar vivenciando tudo isso. Estou muito feliz", expressou.

Após sua participação na Copa do Mundo, Maidana voltou a sua cidade com a satisfação de ter deixado tudo dentro do campo de jogo. "Retornamos com a cabeça erguida porque demos tudo em cada partida", sustentou.

Sua chegada foi marcada por um caloroso recebimento de familiares, amigos e vizinhos, uma demonstração de carinho que, segundo contou, o surpreendeu. Na noite de seu retorno, a comunidade organizou uma colorida carreata pelas ruas da cidade para dar-lhe as boas-vindas.

"Nunca tinha passado por algo assim. É uma honra que sua própria cidade o receba dessa forma", afirmou.

O primeiro lugar que visitou ao retornar foi a escola onde cursou seus estudos, a Escola Dr. Esequiel González de Atyrá. Lá surpreendeu sua mãe enquanto trabalhava e compartilhou um momento emocionante com os alunos. Desde a casa familiar ainda consegue observar o campo onde começou a dar seus primeiros passos no futebol, cenário de alguns de seus recordes mais valiosos.

"Ali começou tudo. Jogávamos descalços até que os pés terminavam repletos de bolhas. É uma lembrança que sempre vou levar comigo", recordou.

Maidana também destacou o apoio incondicional de sua família durante todo seu processo de formação. "Sem eles não estaria onde estou hoje. Só tenho palavras de agradecimento por todo o apoio que me deram", manifestou.

Este ano também deu um passo importante em sua carreira ao se incorporar ao futebol argentino, uma experiência que, segundo explicou, lhe permitiu elevar consideravelmente seu nível competitivo.

"Há muito mais contato, mais exigência e jogar com estádios cheios, com mais de 50.000 pessoas, te motiva muito", observou.

Entre todos os momentos que viveu nos últimos meses, há um que considera inesquecível: entoar o hino nacional paraguaio antes de sua estreia mundialista.

"Esse momento nunca vou esquecer. Depois de tanto tempo, voltar a cantar o hino em uma Copa do Mundo foi algo muito especial. Ali me lembrei de todo o sacrifício que fizemos para chegar até esse lugar", expressou.

O defensor assegurou que a delegação nunca viajou com a intenção de ser um simples participante. "Não fomos à Copa do Mundo só para competir; fomos para fazer história", enfatizou.

Com a Copa do Mundo já no passado, seu próximo objetivo está concentrado em se consolidar no Talleres de Córdoba e continuar crescendo em sua carreira profissional.

Finalmente, deixou uma mensagem para as crianças e jovens que sonham em seguir seus passos. "Nada é impossível. Que nunca desistam e que continuem trabalhando. Há muitos meninos que podem chegar e representar seu povo e o país", afirmou.

Sobre como gostaria de ser lembrado em Atyrá, Maidana foi contundente: quer que seu nome fique ligado ao orgulho de sua comunidade e à história do futebol paraguaio. "Quero que se lembrem que deixei o nome de Atyrá bem em alto e que fiz história", concluiu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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