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Paraguai

Lançam livro sobre a dança como forma de expressão política durante as ditaduras

24/05/2026 13:45 3 min lectura 12 visualizações
Lanzan libro sobre la danza como forma de expresión política durante las dictaduras

Três bailarinas, María José Costa Céspedes e Camila Andrea Cáceres Arza (paraguaias) e Mélani Jazmín Peronja (argentina), apresentaram recentemente o livro "A dança como dissidência frente ao poder ditatorial. Casos emblemáticos em Buenos Aires e Asunção", produto de sua pesquisa acadêmica realizada no marco de sua carreira de licenciatura em Composição Coreográfica, menção Dança, na Universidade Nacional das Artes de Buenos Aires.

Enfoque acadêmico sobre a coreopolítica

A pesquisa aborda o tema histórico e conceitual da dança contemporânea como expressão em contextos sociopolíticos, introduzindo o conceito de "coreopolítica". O trabalho parte da premissa de que a dança possui uma dupla capacidade de ação no campo político: o movimento dançado e o movimento de luta.

O livro examina como o registro da arte como resistência política continua sendo resgatado dos arquivos históricos e revivido através de testemunhos de quem participou ou foi testemunha dessas expressões artísticas durante os períodos ditatoriais.

Casos emblemáticos no Paraguai

Quanto ao Paraguai, a obra inclui a análise da performance "Árvore da vida", apresentada por ocasião do encontro do papa João Paulo II com os "construtores da sociedade" em 1988. Também examina o impacto da coreografia "Onde estão", baseada na canção homônima do cantor-compositor Alberto Rodas, como expressão artística no contexto sociopolítico da época.

Experiências na Argentina

Com respeito à Argentina, o livro rememora e analisa as obras que fizeram parte do ciclo Dança Aberta, desenvolvido durante o período da ditadura militar no país vizinho.

Metodologia de pesquisa

O trabalho foi construído a partir de entrevistas a referentes e protagonistas da dança daquela época em ambos os países, complementado com pesquisa em arquivos, jornais e bibliografia histórica. Em Asunção, as autoras trabalharam com materiais do Arquivo do Terror no Museu da Justiça e da Biblioteca Nacional.

"A memória oral foi fundamental para reconstruir essas experiências desde quem as viveu", apontaram as autoras do projeto.

As autoras realizaram múltiplas entrevistas a figuras-chave da dança da época, cujos fragmentos são incluídos no livro. O projeto contou com a tutoria de Rodolfo Prantte e Sonia Sasiain durante seu desenvolvimento.

Significância do trabalho

Esta pesquisa contribui para visibilizar como os corpos em movimento e a expressão artística funcionaram como formas de resistência em contextos de censura e controle político. O trabalho acadêmico resgata narrativas históricas frequentemente ocultadas, demonstrando que a dissidência artística continuou se expressando desde os palcos durante os períodos ditatoriais da região.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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