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Economia

Intimam a Bello por dívidas de bônus: Junta devolve acordo que pede pagamento de juros sobre juros

Vereadores questionam proposta de Valores Casa de Bolsa e pedem informações ao Banco Central

21/05/2026 01:45 3 min lectura 16 visualizações
Intiman a Bello por deudas bonos: Junta devuelve acuerdo que pide pago de intereses sobre intereses

Como explicou o vereador Miguel Sosa, presidente da Comissão de Finanças e Orçamento, o parecer, além de devolver os antecedentes, encomenda à Intendência que reitere à Superintendência de Valores do Banco Central do Paraguai um informe sobre as condições em que opera a firma que representa aos detentores de bônus.

Esse informe, de acordo com Sosa, já foi solicitado pelo economista Carlos Pereira no marco da intervenção da Municipalidade.

Sosa explicou que a Intendência não necessita da aprovação da Junta para pagar juros que estão contemplados no contrato firmado com Valores pelas distintas emissões de bônus.

Não obstante, questionou o fato de que a firma requeira o pagamento de juros sobre os juros. Por tal motivo, reiterou-se o pedido do informe solicitado por Pereira.

Leia mais: Detentores de bônus advertem com judicializar dívida de bônus da Municipalidade e aumentar as taxas de juros

"Corresponde rejeitar a proposta porque realmente é abusiva. Querem cobrar juros sobre juros, além de que os juros já são caríssimos, 17% ao ano, esses caras querem cobrar 10% de juros sobre o juros", apontou, por sua vez, o vereador Álvaro Grau.

O acordo de pagamento apresentado por Valores Casa de Bolsa SA, anunciado por Luis Bello no passado 7 de abril, contempla o seguinte:

Que a Comuna abona os cupons vencidos de juros de 2025 por G. 81.271.301.370 mais os "custos por não pagamento", que somam G. 9.523.482.432 (ao 30 de março de 2026).

Em troca, os detentores de bônus aceitam postergar para 30 de março de 2027 o cobro dos cupons que vencem desde 14 de janeiro de 2026 até 15 de fevereiro de 2027, porém "aplicando os mesmos cálculos de custo propostos sobre a dívida vencida não pagada".

Se aceitar o acordo, a soma total a pagar em 30 de março de 2027 alcançaria G. 208.891.892.523.

"O interventor havia solicitado ao BCP se essa empresa intermediária da bolsa de valores estava registrada. E essa informação não lhe foi provida ao interventor. A Junta (...) solicita à Intendência que reitere ao BCP as condições em que operam", explicou, por sua vez, o vereador Javier Pintos.

Antes de que se aprovasse o referido parecer, o vereador Humberto Blasco (PLRA) solicitou a reconsideração do ponto para expressar seu repúdio ao acordo, ao qual qualificou como uma nota "intimidatória", "abusiva" e "desrespeitosa".

Em consonância com a postura de Blasco, a vereadora Rosanna Rolón (ANR-independente) manifestou sua oposição ao parecer.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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