Filizzola questiona vínculos de empresa adjudicada para 5G com Peña
O senador Rafael Filizzola, através de sua conta no X (@FilizzolaRafael), questionou que um ex-diretor de um banco local onde teve vínculos Santiago Peña aparece como CEO da empresa Nubicom, empresa adjudicada para a banda 5G no Paraguai.
"Com a informação atual fica extremamente claro como foi adjudicada a banda 5G. Outro golpe de um governo que se parece mais a uma quadrilha de criminosos. Enquanto os envelopes circulam e até se 'perdem' no quincho de Mburuvicha Róga, a licitação terminou, como não poderia ser de outra forma, nas mãos de grupos econômicos diretamente vinculados ao presidente Santiago Peña. Que o ex-diretor e fundador de Ueno Bank seja o CEO de Nubicom confirma o vínculo direto com o entorno presidencial. Para mais, a própria garantia de proposta da empresa foi emitida por Ueno. Nem sequer tentaram disfarçar", diz a publicação realizada no X.
Trata-se de Osmar Coronel, que passou de ser diretor e fundador da entidade bancária citada a desempenhar-se atualmente como chefe executivo da empresa Nubicom, conforme se pôde observar no último Congresso Mundial de Móviles 2026, celebrado de 2 a 5 de março em Barcelona, Espanha.
A licitação
No passado 25 de fevereiro, a Controladoria Geral da República (CGR) apresentou seu informe de análise documental sobre a licitação da Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) denominada "Licitação 1/25 Banda Larga Móvel para o outorgamento de licença para a prestação dos serviços de telefonia móvel celular e de acesso a internet e de transmissão de dados da banda de frequências 3.500 MHz".
Na mesma, a CGR detectou que não existem provas documentais suficientes que avalem que Nubicom conta com os 100 mil assinantes. Exortou a Conatel a solicitar mais documentações.
Uma das exigências do Pliego de Bases e Condições Gerais (PBCG) do referido chamado era que os ofertantes interessados na provisão do serviço 5G no país tivessem 100 mil assinantes como mínimo.
A empresa argentina Nubicom apresentou umas declarações juradas que supostamente demonstravam que cumprem com este requisito.
Para a Controladoria este documento não é prova suficiente para demonstrar que conta ou não com essa quantidade de assinantes.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.