Ex-espião revela como Marrocos usou Pegasus para vigilar alvos: esse software está no Paraguai?
Especialista em cibersegurança afirma que o Paraguai adquiriu o software espião israelense
Um informante sugere que os serviços de segurança interna desdobraram software espião desde 2017 contra alvos chave nacionais e estrangeiros.
Um antigo membro do serviço de inteligência interior de Marrocos contribuiu para oferecer uma visão sem precedentes de como o Estado norte-africano utilizou o software de pirataria informática, incluindo o programa espião Pegasus, para atacar jornalistas, defensores dos direitos humanos, políticos franceses, ministros do gabinete espanhol e agentes de polícia.
Pegasus, fabricado pelo Grupo NSO, com sede em Israel, permite a seu operador acessar todo o conteúdo do telefone celular da vítima, incluindo e-mails, mensagens de texto e fotografias. Também pode ativar o gravador e a câmera do telefone, convertendo-o em um dispositivo de escuta.
Embora o NSO Group afirme que Pegasus é vendido unicamente a governos para ajudá-los a rastrear delinquentes e terroristas, alega-se que vários países utilizaram este software espião para perseguir dissidentes, jornalistas, diplomatas e políticos.
Contudo, as provas apresentadas por um informante que trabalhou para a Direção Geral de Vigilância do Território (DGST) de Marrocos durante quase uma década sugerem que os serviços de segurança interna do país começaram a utilizar Pegasus em 2017 e o desdobraram contra alvos nacionais e estrangeiros ao longo de quatro anos.
O testemunho da fonte, conhecida com o pseudônimo de Safir, constitui a base de uma investigação que há vários anos realiza o jornalista marroquino Hicham Mansouri, a qual resultou em uma investigação conjunta entre vários grupos de meios de comunicação, com o apoio técnico do Laboratório de Segurança da Anistia Internacional.
Miguel Ángel Gaspar, especialista em cibersegurança, explicou à Monumental 1080 AM que os equipos de escuta utilizados são possivelmente tecnologia de Israel, de marca Pegasus, que se vende unicamente a governos e instituições públicas de segurança, e foi adquirido pelo Paraguai.
"Quem está em segurança há anos tem o dado de que o Paraguai comprou o software Pegasus. Isso foi adquirido já por governos anteriores, inclusive anteriores a Cartes... e este tipo de gravações a este nível não teria explicação se não tivéssemos este tipo de tecnologia", explicou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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