Diplomacia: Analistas pedem evitar expressões que geram tensão
Os analistas Julieta Heduvan, especialista em relações internacionais, e Luis Fretes Carreras, político e diplomata paraguaio, apresentaram seus pontos de vista sobre os "tropeços diplomáticos" registrados nos últimos anos no país.
Ambos concordaram que as autoridades públicas devem ter maior responsabilidade ao fazer comentários em suas redes sociais para não prejudicar a imagem que o país tem diante do mundo.
"Além das questões estratégicas, estão também os tropeços diplomáticos que podem vir de declarações desafortunadas ou erros de comunicação ou ações tão pouco coordenadas, que estes episódios são mais evitáveis e que muitas vezes geram tensões desnecessárias", expressou Heduvan.
Afirmou que o ideal é que o Governo atue através dos mecanismos adequados. Ou seja, se for um problema interestatal, que atue o Ministério das Relações Exteriores ou que atue o Poder Executivo e evitar uma escalada desnecessária gerenciando-o no âmbito que corresponde.
Por sua parte, o diplomata Fretes Carreras afirmou que as autoridades públicas devem ser responsáveis ao momento de fazer declarações de algum tipo.
"Não significa limitar sua liberdade de expressão, mas sim a responsabilidade com a qual deve assumir no momento de escrever em um tuíte ou de fazê-lo no Facebook, no Instagram ou no TikTok. Porque isso se difunde amplamente em diversos lugares e em diversos contextos", explicou.
O analista sustentou que algumas autoridades não dimensionam o compromisso que têm ao exercer esse cargo.
"Então, é por isso que se mistura uma paixão, um descontrole, um deslize emocional, se converte em uma voz autorizada desde uma figura que é pública e que tem alto impacto", comentou.
O diplomata ressaltou que em 2015, o ministro de transporte da Grécia foi obrigado a renunciar ao cargo por comentários racistas.
"Nossas palavras não são inocentes, têm efeito global e devem ser responsáveis. Nossa sociedade deve estabelecer uma base legal mais precisa e instituições democráticas para promover a igualdade real, o direito ao respeito mútuo e a fraternidade acima da confrontação e da exclusão", finalizou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.