Destaca-se rentabilidade e crescimento de ativos da banca em 2025
O sistema bancário paraguaio esteve entre os de melhor desempenho da América Latina em 2025, impulsionado por um forte crescimento de seus ativos, elevados níveis de rentabilidade e uma das menores taxas de morosidade da região, de acordo com o relatório trimestral publicado pela Federação Latino-Americana de Bancos (Felaban).
O documento, que analisa a evolução econômica e financeira da região, também enfatiza a importância de preservar a independência dos bancos centrais como um elemento chave para manter a estabilidade de preços, fortalecer o crescimento econômico e evitar desequilíbrios fiscais.
Quanto ao desempenho do sistema financeiro, o Paraguai destacou-se por registrar um dos maiores incrementos em ativos bancários da região. Enquanto a média latino-americana apresentou um crescimento interanual de 18%, a banca paraguaia expandiu seus ativos cerca de 29%, passando de USD 27.420 milhões em dezembro de 2024 para USD 40.056 milhões ao encerramento de 2025.
O relatório assinala que este crescimento reflete uma maior capacidade do sistema para canalizar recursos para a economia e consolidar seu tamanho dentro do mercado financeiro nacional.
Rentabilidade. Em matéria de rentabilidade, o Paraguai também se posicionou entre os líderes regionais. O retorno sobre os ativos (ROA) alcançou 2,2% ao encerramento de 2025, acima dos 2,0% observados dois anos antes. Por sua vez, o retorno sobre o patrimônio (ROE) situou-se em 17,0%, superior aos 16,3% registrados no final de 2023, evidenciando uma melhora na capacidade dos bancos para gerar lucros sobre o capital de seus acionistas.
Outro dos indicadores destacados foi a qualidade da carteira de crédito. O Paraguai registrou um índice de morosidade de apenas 2,1%, situando-se entre os níveis mais baixos da América Latina, o que reflete um adequado comportamento no pagamento dos empréstimos e uma gestão prudente do risco.
Igualmente, o relatório indica que o crédito ao setor privado representa cerca de 50% do produto interno bruto (PIB), um nível que situa o país dentro da média das economias de tamanho similar na região e que reflete o grau de aprofundamento financeiro alcançado pelo sistema bancário.
Quanto à estrutura do mercado, a Felaban assinala que ao encerramento de 2025 operavam 16 bancos no Paraguai, uma entidade a menos que no trimestre anterior e também abaixo das 17 instituições que existiam em dezembro de 2020, o que evidencia um processo gradual de consolidação do setor.
Para além dos indicadores financeiros, o relatório dedica uma seção especial à independência dos bancos centrais. Por meio de uma análise histórica, sustenta que a autonomia destas instituições foi determinante para controlar a inflação na América Latina durante as três últimas décadas, após os episódios de hiperinflação registrados em diversos países.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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