Cota Hilton melhoraria acesso da carne paraguaia à Europa, afirmam
A recente assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, junto com mudanças nas condições de acesso à Cota Hilton, gera expectativas positivas para o setor cárnico paraguaio. Assim afirmou Daniel Burt, gerente geral da Câmara Paraguaia da Carne (CPC), que ressaltou que essas medidas contribuirão para melhorar a competitividade do produto nacional em mercados internacionais.
Burt explicou que um dos principais desafios históricos do país foi o acesso a mercados, além da qualidade do produto. "Paraguai tem uma das melhores carnes do mundo, mas enfrenta limitações estruturais como a condição mediterrânea, o desconhecimento e as barreiras comerciais", assinalou.
Nesse contexto, considerou que a eliminação de restrições sanitárias, a habilitação de novos mercados e a redução de barreiras tarifárias e paratárifárias representam avanços fundamentais.
Uma das mudanças mais relevantes se dá na cota Hilton, que permite exportar carne de alta qualidade para a Europa. Segundo indicou, flexibilizaram-se requisitos que anteriormente limitavam a participação paraguaia, como restrições por raça e peso dos animais. Além disso, a tarifa para esta cota se reduz de 20% para 0%, o que melhora significativamente a competitividade.
cota para o bloco. Atualmente, Paraguai conta com uma cota anual próxima às 1.000 toneladas, o que gera receitas estimadas em torno de USD 15 milhões, dependendo do preço internacional. Embora este volume se mantenha, a abertura comercial no marco do acordo Mercosul–União Europeia abre novas oportunidades fora desta cota. "O tratado muda totalmente a equação", afirmou Burt, ao detalhar que se habilitará uma cota de 99.000 toneladas para o bloco, que será distribuída entre os países membros e se implementará de maneira progressiva em um prazo de cinco anos.
Quanto aos destinos atuais, Paraguai exporta carne a países como Itália, Alemanha, Inglaterra e Suíça, mercados que, embora representem apenas 2% do volume exportado, oferecem preços mais elevados.
Com as novas condições, o setor espera ampliar sua presença na Europa.
Burt também destacou a evolução do país nas últimas décadas, assinalando que a capacidade produtiva, a infraestrutura industrial e o fortalecimento institucional –especialmente do Senacsa– posicionaram Paraguai como um ator relevante no comércio internacional de carne.
"Hoje, Paraguai conta com frigoríficos de primeiro nível, sistemas de rastreabilidade e um trabalho coordenado entre o setor público e privado que permitiu alcançar resultados impressionantes", afirmou.
Por último, Burt sublinhou que o crescimento do setor cárnico não só se reflete em maiores exportações, mas também...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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