Como potencializar o Gran Chaco na América do Sul (I)
Orografia. Constitui a parte norte da planície chaco-pampeana que se caracteriza por um relevo de formas bastante planas. Desenvolve-se abaixo da cota de 500 metros sobre o nível do mar e apresenta uma suave pendente geral em direção ao sudeste. Possui grandes zonas deprimidas como o Pantanal e os Esteros do Iberá.
Distribuição geográfica. Argentina: Abrange a maior superfície, aproximadamente 55% a 60% do total. O Chaco argentino começa no norte deste país, limitando com Formosa, estende-se em direção ao oeste com Salta e Santiago del Estero, ao sul com Santa Fé e ao leste com Corrientes e Paraguai. Esta região geográfica abarca grande parte do nordeste argentino, integrando o Gran Chaco. Paraguai: Compreende uma parte importante do oeste deste país (Chaco paraguaio). Bolívia: Abarca o sudeste do país (Chaco boliviano). Brasil: Inclui uma pequena porção em sua zona fronteiriça em direção ao Chaco. A ecorregião divide-se principalmente em Chaco Úmido (leste) e Chaco Seco (oeste). Seu nome provém da palavra quíchua "Chacu", que faz referência a um tipo de caça que praticavam historicamente as comunidades indígenas da região.
Dimensionar o Gran Chaco na América do Sul implica um delicado equilíbrio entre impulsionar sua grande capacidade produtiva e conservar o segundo ecossistema florestal mais amplo do continente, fundamental para o clima global. As estratégias-chave concentram-se na sustentabilidade, no investimento em infraestrutura e na valorização dos recursos locais.
Principais vias para potencializar a região: Produção sustentável e regenerativa com sistemas silvopastorís: Integrar a pecuária com a conservação de árvores (como a algarrobeira) para restaurar solos esgotados e melhorar a produtividade por hectare sem necessidade de desmatamento, uma abordagem-chave impulsionada em áreas da Argentina e Paraguai. Agricultura Inteligente: Fomentar cultivos adaptados ao clima semiárido (soja, algodão, milho, cebola) e a rotação de culturas para estabilizar a economia local, diversificando além da pecuária tradicional. Bioeconomia e valor agregado: Impulsionar a produção de mel orgânico e produtos florestais não madeireiros, aproveitando a biodiversidade.
Explorar melhor o Gran Chaco sul-americano implica transicionar de um modelo extrativista para um de produção sustentável e inteligente, capaz de gerar valor econômico sem destruir o segundo ecossistema florestal mais amplo da América do Sul. A chave é combinar a conservação de seus 108 milhões de hectares com o desenvolvimento produtivo, protegendo sua biodiversidade e regulando o clima. Aqui abaixo destacam-se as melhores estratégias baseadas no potencial da região:
Pecuária silvopastoril e intensificação sustentável (SSP): Combinar a criação de gado com a preservação de árvores nativas. Isto melhora o bem-estar animal, proporciona sombra, protege o solo da erosão e mantém a biodiversidade. Recuperação de pastagens degradadas: Em vez de desflorestar novas áreas, deve-se focar em melhorar as cerca de 4 milhões de hectares de pastagens degradadas (especialmente no Chaco paraguaio) mediante agricultura e técnicas de manejo intensivo. Rotação de pastagens: Utilizar o pastoreio rotativo em lugar de derrubar áreas imensas para pecuária extensiva.
Observação: Escrito com base em publicações de revistas especializadas, cadernos de divulgação e livros, dados a conhecer pela internet. Seu caráter heterogêneo deve-se a fontes diversas que trabalham independentemente umas das outras. Portanto, muito ainda resta a fazer para oferecer uma apresentação mais completa e inexpugnável.
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Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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