Comerciantes temem que obras na Avenida Avelino afetem seus negócios
Início das obras de ampliação da via preocupa lojistas que enfrentarão dois anos de desvios no trânsito
Esta semana teve início as obras de ampliação e melhoria da Avenida Avelino Martínez batizada como "Bachelino", devido ao seu estado desastroso. A fase um consiste em um melhoramento integral da referida via, chave da área metropolitana, que levará pelo menos dois anos de trabalhos. Isso já começa a preocupar os comerciantes, sobretudo aqueles que têm seus negócios sobre a artéria.
"A GENTE JÁ EVITA NOSSA ZONA. A gente já sabe como vem a mão nesta situação, então o desvio afeta diretamente nossos negócios", indicou dona Lea Melgarejo, uma das vizinhas.
Comércios deslocados, ruas saturadas pelos desvios e perdas econômicas são alguns dos reclamos dos moradores da zona da Avenida Avelino Martínez.
"O tema está em que a obra conseguimos levar porque temos nossas casas. Mas o tema está em suportar as perdas econômicas nos negócios que temos. Já tivemos a experiência do famoso túnel de Três Bocas que durou três anos e ocasionou perdas que demoraram anos para se recuperarem. Porém, desta vez ao diminuir o tráfego diminuem nossos potenciais clientes, isso nos geraria perdas e a quem vamos reclamar isso", expressou don Silvio Cáceres, comerciante e vizinho do local.
"O primeiro frente de obra abrange uns 800 metros na Rua Luis M. Argaña, onde o trânsito permanecerá temporariamente impedido por aproximadamente 90 dias", mencionou o engenheiro Alejandro Bordón, diretor de Vialidade do Ministério de Obras Públicas e Comunicações (MOPC), consultado sobre os desvios previstos em consequência das tarefas.
Acrescentou que a finalização da obra está prevista para janeiro de 2028, onde em princípio estariam colocando 9 km de tubulações de esgoto e uma nova camada asfáltica.
FASE UM. Por sua vez, o engenheiro Sebastián Olivella do consórcio GS expressou que na quarta-feira iniciou-se a fase um que consiste em uma espécie de limpeza dos canais já existentes na avenida que estão saturados de resíduos.
Também há uns escoamentos pluviais que serão incluídos e um novo pavimento de concreto. A etapa, segundo Olivella, poderia durar quatro meses. "Nos desvios estamos avaliando a circulação dos caminhões pesados por completo. Estamos trabalhando com as linhas de ônibus que por enquanto não poderão operar por aqui".
Carlos Jiménez, vizinho há anos da zona, expressou que transitar pela avenida atualmente é algo assim como a faixa de Gaza. "Um tem que esquivar esses crateras que parecem resultado de bombardeios", indicou indignado.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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