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Tecnologia

Cientistas desenvolvem relógios moleculares para estimar a idade e esperança de vida

27/05/2026 17:45 3 min lectura 10 visualizações
Científicos desarrollan relojes moleculares para estimar la edad y esperanza de vida

Avanço científico na medição do envelhecimento

Um estudo internacional publicado na revista Nature apresenta uma ferramenta inovadora: relógios moleculares capazes de estimar a idade biológica e a esperança de vida em múltiplas espécies de mamíferos, incluindo humanos.

A investigação, liderada pela Universidade de Harvard e realizada por cientistas do Canadá, Alemanha, Japão, Rússia e Suíça, examinou o transcriptoma (conjunto de moléculas de RNA) de mais de 11.000 amostras de tecido humano, de roedores e primatas.

Biomarcadores universais do envelhecimento

Os pesquisadores identificaram assinaturas moleculares universais de envelhecimento que se conservam entre diferentes espécies. A análise de mais de 25 tipos de tecidos revelou padrões biológicos consistentes em camundongos, ratos, macacos e humanos.

Os achados mostram que com o avançar da idade se intensificam processos como:

Processos que aumentam: inflamação, senescência (declínio da divisão celular) e apoptose (morte celular programada).

Processos que diminuem: regeneração de tecidos, cicatrização, diferenciação celular e síntese de matriz extracelular.

Desenvolvimento de ferramentas preditivas

Os pesquisadores utilizaram esses dados para desenvolver relógios moleculares multitecido e multiespecíficos capazes de avaliar a idade cronológica e predizer a mortalidade esperada. Os modelos foram validados mediante abordagens estatísticas e comparados com modelos de envelhecimento animal e celular existentes.

Os relógios predisseram o tempo até a morte com uma precisão comparável à dos relógios epigenéticos de segunda geração.

Aplicações para a medicina e longevidade

Os autores do estudo consideram que identificar esses processos biológicos específicos poderia ajudar a melhorar a saúde durante a velhice e contribuir para prolongar a longevidade.

Um aspecto relevante do trabalho é que a natureza em tempo real dos transcriptomas permite avaliar em nível molecular a eficácia das intervenções destinadas a prolongar a vida, algo que não era possível com métodos anteriores.

Perspectivas futuras

João Pedro de Magalhães, pesquisador da Universidade de Birmingham, assinala em uma análise complementar publicada também em Nature que os marcadores identificados poderiam ajudar a precisar quais processos são modulados por intervenções ou doenças, proporcionando uma métrica valiosa que não é visível através dos métodos atuais.

Porém, os especialistas advertem que é necessário continuar investigando para compreender exatamente como se relacionam esses biomarcadores com o envelhecimento e determinar se são causa ou consequência do processo.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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