China realiza teste de míssil balístico no Pacífico
Teste balístico no Pacífico
A Marinha do Exército Popular de Libertação realizou o lançamento bem-sucedido de um míssil estratégico a partir de um submarino nuclear em direção às águas internacionais relevantes do Pacífico, segundo informou a agência estatal Xinhua. O projétil, que transportava uma ogiva simulada de treinamento, atingiu com precisão a zona marítima prevista.
Xinhua assinalou que o ensaio fazia parte do plano anual de treinamento militar e que China havia notificado previamente os países pertinentes. O comunicado oficial não especificou o modelo do míssil, a classe do submarino nem a zona exata de impacto.
Conforme relatórios especializados, trata-se do primeiro teste conhecido de um míssil lançado a partir de um submarino chinês desde 1982 e do primeiro conhecido realizado desde um submersível de propulsão nuclear. Analistas indicam que o míssil testado é possivelmente um JL-3, um míssil balístico lançado a partir de um submarino de terceira geração, de combustível sólido e com um alcance intercontinental superior a 10 mil quilômetros.
Reações internacionais
A Presidência de Taiwan, ilha cuja soberania China reclama, condenou o lançamento ao considerar que Pequim tenta "intimidar a comunidade internacional" e que suas ações recentes aumentaram a pressão militar entre as cadeias de ilhas.
A porta-voz presidencial taiwanesa, Karen Kuo, acusou a China de realizar manobras militares contínuas, exercer "assédio de zona cinzenta" e "coerção marítima" contra países vizinhos.
O Japão expressou sua preocupação com o lançamento e afirmou que acompanhará de perto a situação. Austrália classificou o ensaio como "desestabilizador e preocupante", enquanto a Nova Zelândia se declarou "profundamente preocupada" com o teste de armas com capacidade nuclear no Pacífico Sul.
Resposta da China
A porta-voz da Chancelaria chinesa, Mao Ning, respondeu que se tratou de "um treinamento militar rotineiro" e que "não está dirigido contra nenhum país nem objetivo específico". "As atividades de lançamento mantiveram em todo momento operações seguras, normativas e profissionais", acrescentou a porta-voz, ao passo que pediu aos "países relevantes" que "não as sobreinterpretem".
China iniciou paralelamente manobras militares conjuntas com a Rússia, elevando a atividade militar na região do Pacífico.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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