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Paraguai

Cardeal recordou crime de Pecci e pediu não conviver com a impunidade

11/05/2026 11:00 4 min lectura 0 visualizações
Cardenal recordó crimen de Pecci y pidió no convivir con la impunidad

Marcelo Pecci "sofreu e padeceu a morte fazendo o bem", expressou o cardeal Adalberto Martínez, arcebispo de Asunção, ao recordar o fiscal assassinado em 10 de maio de 2022, e reclamar que se esclareça plenamente o crime.

Isto durante a homilia da missa de ontem na Catedral Metropolitana. O purpurado sinalizou que "uma sociedade não pode acostumar-se a conviver com a impunidade", porque quando "a verdade não se esclarece e a justiça não chega, o sofrimento das famílias e do povo continua como feridas abertas".

O metropolitano sustentou que por trás do caso aparecem "o rosto obscuro do sicariato organizado e de estruturas criminosas que se organizam para matar semeando medo e violência".

Questionou que "muitas vezes os autores morais buscam esconder-se atrás de mãos ensanguentadas, utilizando a outros para executar delitos e crimes, enquanto eles mesmos permanecem ocultos nas sombras da impunidade e da ambição".

Afirmou que "é melhor padecer fazendo o bem do que padecer fazendo o mal" e realçou que Pecci entregou sua vida "buscando servir à justiça e defendendo a sociedade frente a este crime tão terrível".

Nesse contexto, insistiu na necessidade de "esgotar todos os recursos para esclarecer plenamente e fazer justiça em seu caso e em tantos outros crimes que permanecem impunes até agora".

O cardeal também se referiu à realidade nacional e advertiu sobre o avanço do sofrimento social e moral, lembrando São Damião de Molokai. "Hoje existem muitos Molokai em nossa sociedade", expressou, ao mencionar "os pobres, os esquecidos, os idosos abandonados, os enfermos sós, as pessoas presas nas adições e as pessoas descartadas pelo mundo".

Comparou essas realidades com a experiência de exclusão vivida pelos enfermos de lepra atendidos pelo próprio São Damião de Molokai, cuja vida foi lembrada.

Segundo explicou, o santo decidiu conviver com quem era rejeitado pela sociedade, compartilhando seus sofrimentos e acompanhando-os até o final de suas vidas.

Martínez sinalizou que atualmente muitas pessoas vivem situações de abandono similares, não somente pela pobreza material, mas também pela indiferença social. "Cristo permanece junto aos que choram, aos enfermos, aos perseguidos, aos que lutam pelo bem", expressou, insistindo que Deus "não abandona quem carrega cruzes pesadas na vida".

Consequências. O cardeal alertou sobre as consequências do mal e da violência na convivência nacional e internacional. Afirmou que quem provoca sofrimento "termina destruindo-se interiormente por suas próprias maldades" e advertiu que "o pecado termina escravizando o coração humano e multiplicando a dor".

A homilia recordou o compromisso de Chiquitunga com os necessitados e enfermos, realçando sua entrega como uma expressão de amor cristão. Exortou a cidadania e a Igreja a não serem indiferentes diante da dor alheia e que o país necessita "um amor concreto capaz de servir, acompanhar, defender a verdade e carregar a cruz do irmão".

Durante a homilia dominical na Basílica de Caacupé, o bispo Ricardo Valenzuela questionou a normalização da mentira, da intolerância e da falta de sensibilidade social. Chamou a sociedade a reconstruir vínculos desde a honestidade, o respeito e o compromisso com os mais vulneráveis.

O religioso sustentou que a mensagem cristã do amor e da solidariedade se vê constantemente golpeada por atitudes que geram enfrentamentos, exclusão e sofrimento dentro das próprias comunidades.

"Estamos colocando as bases de uma sociedade cada vez mais desumana, intolerante e insensível", afirmou, ao questionar a perda de respeito para com crianças, idosos e pessoas vulneráveis.

Também advertiu sobre o impacto das fofocas, dos ciúmes e das divisões em espaços comunitários e religiosos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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