Câmara de Deputados estuda transferência de funcionários da Copaco para outras instituições estatais
Sessão extraordinária com múltiplos pontos em agenda
A Câmara de Deputados realizará hoje a partir das 14:00 sua sessão extraordinária com vários pontos em pauta. Entre os temas destacados figura a iniciativa que contempla a transferência excepcional de funcionários da estatal telefônica Copaco para outros entes do Estado, assim como o projeto de lei que estipula a proibição do pagamento de bonificações a altas autoridades.
Após não conseguir desenvolver sua sessão ordinária na semana anterior devido ao feriado pela vitória do Paraguai contra a Alemanha, a Câmara de Deputados tem previsto hoje o estudo de 14 pontos em sua ordem do dia.
Transferência de pessoal da Copaco
O projeto de maior repercussão a ser tratado é o que busca autorizar a transferência laboral excepcional de trabalhadores da Companhia Paraguaia de Comunicações (Copaco SA) a instituições do Estado. A Comissão de Legislação aconselhou rejeitar a iniciativa do deputado José Rodríguez.
O impulsor do projeto fundamenta a iniciativa na consideração de que distintas instituições estatais requerem pessoal capacitado e com experiência, e considera que a Copaco pode dotar de esses recursos humanos a outras dependências.
Posições sobre a medida
Embora a Comissão de Legislação da Câmara de Deputados já tenha emitido parecer de rejeição ao projeto, e outras comissões ainda não tenham fixado uma postura, o sindicato dos trabalhadores da Copaco manifestaria apoio à medida impulsionada.
Meses atrás, os sindicalistas da estatal reuniram-se e levantaram a necessidade de garantias para os trabalhadores, solicitando que a transferência paulatina para outras instituições se realize com o propósito de que não percam o seguro social. Igualmente, existe a intenção de que uma quantidade significativa de empregados se acolha à aposentadoria voluntária estipulada por lei.
Perspectiva da administração da Copaco
Atualmente, a presidente da Copaco, Natalia Borgognon, reconhece que uma eventual transferência de funcionários ajudaria a diminuir o gasto mensal em salários, que ronda os G. 12.000 milhões.
Neste momento, vários dos funcionários constantemente realizam medidas de força em resposta à falta de transferência de seus vencimentos.
Contudo, Borgognon advertiu que a iniciativa deve contemplar as diferenças entre o regime de uma empresa pública e as instituições que incorporam funcionários mediante concursos. Assinalou que se trata de uma lei muito debatida porque entra a analisar se houve ou não concurso para o ingresso, advertindo que entrar na Copaco não deve constituir uma porta giratória para passar diretamente à função pública.
Segundo dados oficiais, a estatal contava com 3.000 trabalhadores, mas se reduziu a 2.500, principalmente mediante programas de aposentadoria voluntária. O sindicato de empregados, porém, recentemente contabilizou uns 2.330 funcionários. De acordo com informação disponível, a estatal poderia desenvolver suas atividades com aproximadamente a metade dos empregados atuais.
Proibição de bonificações a altas autoridades
Outra proposta de lei que será debatida na plenária é a proibição de bonificações para altas autoridades. O projeto propõe proibir, durante o exercício fiscal 2026, o pagamento de bonificações, qualquer que seja sua denominação, às máximas autoridades de instituições que ocupem cargos de direção política e de direção superior do Estado.
A Comissão de Justiça, Trabalho e Previdência Social, presidida pelo deputado Yamil Esgaib, emitiu parecer de rejeição a esta iniciativa.
O projeto aponta a legisladores, presidente e vice-presidente da República, ministros do Poder Executivo, ministros da Corte Suprema de Justiça, fiscais, controlador geral, governadores, intendentes e diretivos de entidades descentralizadas.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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