Brooklyn Rivera, líder indígena nicaraguense detido em 2023, está internado em hospital com ventilação mecânica
O ativista miskito, de 73 anos, apresenta condição crítica de saúde com falha de múltiplos órgãos
O líder indígena miskito Brooklyn Rivera Brayan, que foi detido em 2023, encontra-se hospitalizado em Managua e sua condição de saúde é "delicada" com "falha de múltiplos órgãos", informou o governo da Nicarágua.
Após apresentar "um evidente deterioro em suas condições respiratórias", Rivera, de 73 anos, foi transferido para o hospital Fernando Vélez Paiz em 7 de março.
De acordo com um informe sobre sua saúde, emitido pelos ministérios do Interior e da Saúde da Nicarágua e publicado na quarta-feira no portal de notícias El 19, Rivera foi atendido por várias enfermidades, entre elas "tosse associada a perda de peso, cansaço e fraqueza, com expectoração sugestiva de processo pneumônico".
"Apesar do tratamento instalado com antibióticos de amplo espectro, fisioterapia pulmonar e alimentação especial, apresentou-se deterioro respiratório, razão pela qual foi realizada traqueotomia e instalada ventilação mecânica invasiva".
Dias antes, em 1º de maio, especialistas do Escritório do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (Acnudh) solicitaram que fosse fornecida "de forma imediata, prova de vida de Brooklyn Rivera".
De acordo com o comunicado da ONU, Rivera foi "detido e posteriormente desaparecido em setembro de 2023 por membros da Polícia Nacional da Nicarágua".
Na quarta-feira, na rede social X, Anistia Internacional referiu-se a Rivera como um "prisioneiro de consciência".
"Encontra-se em estado crítico sob custódia do mesmo Estado que o manteve por mais de dois anos em condições que poderiam constituir desaparecimento forçado".
Rivera ingressou no Sistema Penitenciário Nacional em 29 de setembro de 2023 e, desde sua detenção, apresentou problemas de saúde que, segundo o informe do governo da Nicarágua, estão relacionados a "condições de saúde alteradas durante vários anos".
Entre 30 de setembro e 31 de outubro de 2023, esteve internado no hospital Roberto Huembes da Polícia Nacional.
Em 31 de outubro de 2023 ingressou nas instalações do Sistema Penitenciário em Tipitapa, onde também recebeu atendimento médico e "recebeu quinzenalmente visitas de seu filho Wailandin Rivera Solórzano".
Em referência a seu quadro atual, o relatório aponta que sua condição é "delicada, com ventilação mecânica através de traqueotomia e alimentação intravenosa; apresenta falha de múltiplos órgãos, fígado cirrótico e infecção pulmonar ativa causada por bactérias resistentes".
"Até o dia de hoje continua com atendimento especializado, tentando cobrir todos os aspectos necessários para a recuperação de sua saúde, que, como dissemos, foi afetada grandemente por suas condições de vida e pelos contínuos deslocamentos relacionados com seu trabalho".
Em um áudio emitido pela conta no Facebook do portal de notícias El 19, Rosario Murillo, copresidenta da Nicarágua, referiu-se à condição de saúde "delicada" de Rivera, a quem chamou de "irmão", e ao programa médico que lhe foi proporcionado.
"Pedimos a Deus que continue melhorando e se recuperando para tranquilidade de todos".
Murillo também apontou que as pessoas que aparecem em uma das fotos que foram publicadas na página do Facebook do Canal Parlamentário da Nicarágua são "a companheira Nancy Elizabeth Henríquez e o comandante Lumberto Campbell", quem - garantiu - têm visitado Rivera semanalmente.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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