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Brasil implementa controles mais rigorosos que geram congestionamento veicular em Ciudad del Este

11/07/2026 01:45 3 min lectura 10 visualizações

Controles fronteiriços geram saturação veicular

A rota PY02, avenida Monseñor Rodríguez e ruas adjacentes de Ciudad del Este experimentaram importante congestionamento veicular, com agentes da Polícia Municipal de Trânsito (PMT) trabalhando para administrar o fluxo de veículos na zona da Ponte da Amizade.

Origem do congestionamento

Segundo Leonardo Roa, diretor da PMT, o congestionamento não se origina em território paraguaio, mas nos operativos que executam conjuntamente a Aduana paraguaia e a Receita Federal do Brasil. "Na realidade vem pelo procedimento da Aduana paraguaia com a do Brasil. Realizam apreensões de várias companhias e de mercadorias cuja circulação para o Brasil está proibida. Praticamente sofremos as consequências nós que estamos deste lado do país, porque os controles são muito mais rigorosos. Ninguém escapa e além disso, somente se habilita um carril de entrada na Aduana brasileira para todos os veículos", explicou.

Roa apontou que os controles mais rigorosos e a habilitação de um único carril de entrada por parte das autoridades brasileiras contribuem significativamente para a saturação observada nas artérias principais da capital departamental.

Limitações na capacidade de resposta municipal

O diretor da PMT expressou que a Municipalidade não possui ingerência sobre as decisões das autoridades brasileiras. "É uma situação dramática e infelizmente as consequências as pagamos nós, que somos a Polícia Municipal de Trânsito e, por consequência, o município. As responsabilidades praticamente recaem sobre nós, mas isso é totalmente injustificado, porque não podemos intervir nas decisões que tomam as autoridades brasileiras".

A função da PMT se limita a ordenar a circulação dentro do microcentro e distribuir os veículos entre os distintos acessos disponíveis para a ponte. "Não temos relações internacionais para decidir como vão operar eles. Nós unicamente organizamos o trânsito deste lado", enfatizou Roa.

Desafios estruturais da infraestrutura viária

Além dos operativos de fiscalização, Roa reconheceu que Ciudad del Este enfrenta limitações estruturais que se fazem evidentes durante períodos de intenso movimento fronteiriço. O crescimento comercial e turístico da cidade superou a capacidade original de suas avenidas.

"O microcentro foi planejado há muitos anos e seguramente ninguém imaginou que isso seria um boom. Não estou me justificando, mas as avenidas e as ruas são curtas para a quantidade de veículos que hoje suportam. Não estamos preparados para receber semelhante fluxo", apontou.

O diretor comparou a situação com a experimentada em grandes metrópoles. "As cidades grandes também têm congestionamentos. Nós temos uma avenida internacional como a PY02, mas com um espaço muito reduzido. É impossível sustentar semelhante quantidade de veículos".

Dependência de decisões internacionais

Roa apontou que o tempo para cruzar a ponte depende exclusivamente do ritmo com que as autoridades brasileiras habilitam os carrils de entrada. "Dependemos exclusivamente do Brasil. Se habilitarem três carrils, a fila pode diminuir em aproximadamente uma hora, mas enquanto permaneça um único carril, a situação seguirá complicada".

No momento da entrevista, o diretor observava a partir do operativo as extensas filas de veículos em direção à Zona Primária, descrevendo o fluxo como "impressionante" em termos do volume de paraguaios ingressando no Brasil.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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