Avó paterna de Magnolia recupera sua liberdade: "Não conheço o paradeiro, por isso estou colaborando", afirma
Patricia Nieto, chilena, foi liberada após interrogatório na Polícia Nacional e permanecerá na Embaixada do Chile
Patricia Nieto, de nacionalidade chilena, avó paterna da pequena Magnolia Bustos Rojas, de 2 anos, denunciada como desaparecida pela sua mãe desde a quarta-feira passada, recuperou sua liberdade após ter sido detida no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi.
Seu advogado Joel Talavera manifestou que sua cliente, no momento em que foi abordada na manhã dessa sexta-feira pela Polícia Nacional, já prestava colaboração.
Assegurou que desde a manhã ligou para seu filho no celular, na presença do juiz e voluntariamente deixou seu telefone sob custódia para que pudesse ser periciado.
Informou que a Fiscalía resolveu deixá-la em liberdade, ordenou o levantamento da ordem de detenção e ela permanecerá na Embaixada do Chile.
Explicou que tanto o Cônsul quanto funcionários da Embaixada do Chile acompanham o procedimento.
Além disso, informou que se iniciou uma investigação contra o pai da menina por desacato, devido a existir uma medida pela qual o pai tinha a potestad de ter vínculo ou relacionamento com a menina em um horário determinado e, a partir de que não cumpriu com esse horário, abre-se a investigação.
O advogado explicou que no Chile foi solicitada a restituição da menina, que saiu daquele país com uma autorização, tendo que retornar no dia 5 de janeiro, porém, a mãe não a devolveu.
"Não conheço o paradeiro", afirma a avó.
Por sua vez, a avó paterna assegurou aos meios de comunicação que não conhece o paradeiro de seu filho Francisco Javier Bustos e de sua neta, além de afirmar que recebe supostas ameaças.
"Liguei aqui o WhatsApp na frente do fiscal, dos advogados, de todo mundo, recebi ameaças. Meu filho também recebe ameaças, de verdade aqui o delinquente se vitimiza e a gente acredita. A delinquente é a mãe que trouxe uma menina chilena sem autorização e ficou aqui, tinha que devolvê-la no dia 5 de janeiro", expressou.
A mulher lamentou tudo o que está acontecendo e disse que "todo o show que a mãe monta" de sua neta é porque "ela não tem vontade e nunca vai querer restituir Magnolia".
"Não conheço o paradeiro, por isso estou colaborando, eu a vi ontem pela última vez, nós estávamos na Embaixada do Chile, minha neta não tem estado desaparecida. Nós estivemos na Embaixada do Chile no dia quarta-feira e no dia de ontem (quinta-feira) até as oito da noite ou sete e meia", referiu.
A fiscal da Barrial 8, María Angélica Insaurralde, expediu um ofício de busca e localização à Polícia Nacional em relação ao desaparecimento da menina, que se encontra com paradeiro desconhecido desde o dia 8 de julho de 2026, às 17h00, no bairro Mburucuyá de Assunção.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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