Avó de 68 anos fortalece o voluntariado pastoral em Mariano
Diante da falta de insumos, remédios, turnos e outras necessidades nos distintos serviços públicos, sempre há um raio de esperança com essa iniciativa coletiva organizada que é o voluntariado. Neste caso, o da Pastoral Social e o exemplo de dona Dolores Espínola, de Mariano Roque Alonso, cujo trabalho tem um "efeito multiplicador" que ajuda a contrarrestar as precariedades e ineficiências do sistema.
"Somos no total umas 26 comunidades paroquiais aqui em Mariano Roque Alonso, das quais cada uma me aporta a soma mensal de G. 50.000, embora em distintos períodos do calendário e com isso somo G. 1.300.000. A isso lhe somo o que gero mensalmente com a roupa usada que doam à Cáritas e que vendo a um preço de conveniência de entre G. 2.000 e G. 10.000. E aí completo mais dinheiro para as compras de cada semana e fazer as bolsinhas de víveres que vendo a G. 5.000 com óleo, macarrão, arroz, erva-mate. Tudo destinado a umas 300 famílias ao mês", indicou dona Dolores Espínola.
Por outra parte, a ativista social relata à equipe do jornal Última Hora que desde 2023 a Pastoral Social Arquidiocesana deixou de receber uma valiosa ajuda social do Estado quanto aos remédios que provia a Direção de Beneficência e Ajuda Social (Diben). Sobre o tema, Última Hora se pôs em contato com o diretor de Desenvolvimento Humano da Pastoral Social Arquidiocesana, Carlos García.
"Em julho de 2023 foi a última vez que se recebeu um lote de remédios destinados aos mais necessitados. Hoje em dia, o sistema mudou com o atual governo, já que está tudo centralizado através do Ministério da Saúde", indicou García.
"Atualmente, a Pastoral Social só pode orientar aos pacientes para que gerenciem a assistência diretamente ante o Estado e brindar ajuda em casos muito pontuais com recursos próprios. Mantemos um consultório odontológico gratuito graças a um convênio com o Ministério da Saúde, doações e cooperação internacional. Existe uma forte demanda de medicamentos, estudos médicos e tratamentos cardíacos, necessidades que superam amplamente a capacidade econômica da instituição", expressou o diretor de Desenvolvimento.
García sustenta que a Igreja busca complementar a ação do Estado, não substituí-la, e que é indispensável retomar o trabalho conjunto entre as instituições públicas e as organizações sociais.
Entretanto, dona Dolores segue com sua gestão voluntária e hoje também está cursando estudos superiores no Instituto Teológico da Arquidiocese (teologia pastoral, antropologia, psicologia e bíblica) para se certificar e poder dar palestras a casais e famílias em situação de rua. Sua meta a médio prazo é abrir um refeitório comunitário, já que está anotada na Fundação Banco de Alimentos, que doa verduras e produtos próximos a vencer.
Todas as pessoas de boa vontade que queiram aproximar donativos podem se aproximar às paróquias ou para mais informes se comunicar ao telefone paroquial (021) 752-341 ou ao celular (0985) 336-654.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.