As estratégias do Paraguai para seu retorno à Copa do Mundo
Após 16 anos de ausência, a Albirroja busca recuperar sua identidade e competir no Mundial de Norteamérica com uma defesa sólida e ataque contundente
Identidade recuperada
A seleção paraguaia retorna a uma Copa do Mundo depois de 16 anos de ausência. Segundo a análise do lendário ex-goleiro José Luis Chilavert, a Albirroja recuperou sua identidade e conta com os elementos necessários para competir no torneio que será realizado na América do Norte.
O Paraguai integra o Grupo D junto a Estados Unidos, Austrália e Turquia. O primeiro compromisso da Albirroja será contra os Estados Unidos em 12 de junho, encontro que Chilavert considera chave para estabelecer o tom da campanha.
Fortalezas defensivas e ataque contundente
Defesa: Chilavert destaca Omar Alderete e Gustavo Gómez como líderes fundamentais na zaga paraguaia. Também menciona Fabián Balbuena como uma contribuição importante desde o banco, enquanto no ataque realça o potencial de Julio Enciso e Miguel Almirón.
Estilo de jogo: O técnico argentino Gustavo Alfaro implementou um futebol mais simples e direto que gerou resultados positivos para a seleção, recuperando a efetividade em defesa e a agressividade no meio-campo.
Ferramentas estratégicas
Chilavert menciona dois elementos estratégicos: o jogo aéreo e o uso do idioma guarani como ferramenta de comunicação tática. Segundo o ex-arqueiro, durante a Copa do Mundo da África do Sul 2010, os jogadores espanhóis chegaram a aprender palavras em guarani devido à sua efetividade em campo.
Chilavert relata um episódio da eliminatória para a Copa do Mundo 1998 contra o Uruguai, onde utilizou comandos em guarani para coordenar a defesa em um tiro livre, resultando em um impedimento massivo dos jogadores uruguaios.
Panorama mundial
Quanto aos candidatos para ganhar o torneio, Chilavert menciona França e Bélgica como grandes potências do futebol atual. Destaca o trabalho francês na formação de futbolistas, enquanto considera Brasil e Uruguai como grandes incógnitas, embora reconheça sua categoria de potências tradicionais.
"O Paraguai não deve modificar nada. O primeiro jogo é chave, contra os Estados Unidos. O Paraguai tem que fazer seu futebol, não confiar-se na euforia, a Copa do Mundo começa quando começa a rodar a bola. Temos equipe para poder sonhar."
Lições do passado
Chilavert recorda com nostalgia a Copa do Mundo da França 1998, quando o Paraguai chegou às oitavas de final enfrentando os donos da casa. Embora a seleção não conseguisse avançar por um gol de ouro de Laurent Blanc, Chilavert realça a qualidade daquela geração que incluía jogadores como "Chiqui" Arce, Celso Ayala, Carlos Gamarra e José Saturnino Cardozo.
O ex-arqueiro considera que uma decisão tática diferente nesse jogo poderia ter mudado o resultado, mas destaca que a defesa paraguaia foi suficientemente sólida para conter o time francês durante a maior parte do encontro.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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