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As armas do Paraguai para a Copa do Mundo, segundo Chilavert

O lendário ex-goleiro aponta o jogo aéreo e o idioma guarani como diferenciais para o retorno da Albirroja ao Mundial após 16 anos

22/05/2026 02:00 4 min lectura 14 visualizações
Las armas de Paraguay para el Mundial, según Chilavert

O polêmico ex-goleiro paraguaio José Luis Chilavert tem claras as armas para que o Paraguai regresse em grande estilo à Copa do Mundo: o jogo aéreo e o guarani, o idioma nativo que considera útil para despistar os adversários.

Em uma entrevista com a AFP em Luque, perto de Assunção, o lendário ex-goleiro de 60 anos não se mede a vinte e um dias do início da Copa do Mundo na América do Norte.

A Albirroja divide o Grupo D com Estados Unidos, Austrália e Turquia.

Pergunta: Como vê o Paraguai, que depois de 16 anos volta à Copa do Mundo?

Resposta: Recuperamos nossa identidade. Recuperamos a tranquilidade e a força em defesa, ser agressivos no meio e contundentes no ataque. O Paraguai não deve modificar nada. O primeiro jogo é chave, contra os Estados Unidos (12 de junho). O Paraguai tem que fazer seu futebol, não se confiar na euforia, a Copa do Mundo começa quando começa a rodar a bola. Temos equipe para poder sonhar.

Em defesa temos dois jogadores muito importantes, os líderes do grupo, Omar Alderete e Gustavo Gómez. Está também Fabián Balbuena, que desde o banco ajuda com sua liderança. E depois estão os rapazes, Julio Enciso e Miguel Almirón.

Os técnicos anteriores vieram e quiseram implantar o sistema que queriam, e os jogadores não sentiam isso. (O treinador argentino) Gustavo Alfaro acomodou, trouxe um futebol muito mais simples e isso deu um resultado positivo à seleção.

P: Quais são as armas do Paraguai para esta Copa do Mundo?

R: O jogo aéreo e o guarani, nosso idioma. Na África do Sul 2010, os jogadores espanhóis aprenderam certas palavras em guarani. O guarani foi uma ferramenta fundamental para vencer partidas.

Por exemplo, na eliminatória para a Copa do Mundo 1998 contra o Uruguai, gritei em guarani aos meus defensores em um tiro livre "entrem". Depois, quando a bola saiu, gritei "saiam". Seis jogadores uruguaios ficaram em impedimento. "O que tomaram?", me perguntou um jogador uruguaio. O jogo o ganhamos.

P: Quais são os candidatos nesta Copa do Mundo?

R: A França está em grande nível, a Bélgica também. Os franceses trabalham muito bem na formação do jogador. Há que ver como começa a Argentina. O Brasil é a grande incógnita, o mesmo o Uruguai. São potências, mas eu sempre digo: em uma Copa do Mundo todos partem do zero.

P: Os franceses não esquecem aquele jogo das oitavas de final da França 1998 que ganharam do Paraguai com um gol de ouro...

R: Tivemos uma bela geração na França 1998. Eu me integrei a esse grupo que vinha de jogar a Olimpíada de Barcelona 92. Todos se conheciam. Estavam "Chiqui" Arce, Celso Ayala, Carlos Gamarra, (José Saturnino) Cardozo, (Carlos) Paredes. Eu custodiava o gol como um guerreiro que sabia que os soldados iam à guerra para vencer, mas sofremos o gol de ouro de Laurent Blanc, que depois foi técnico da seleção francesa.

Os franceses não conseguiram romper o cerco paraguaio. Se olhavam como dizendo "já usamos todo o sistema e não podemos penetrar".

Mas bom, ali faltou um pouco de astúcia do nosso treinador, (o brasileiro Paulo Cesar) Carpegiani, que tinha que trocar o zagueiro Carlos Gamarra, que tinha o ombro lesionado. Tinha que colocar Catalino Rivarola para ganhar mais tempo.

Eu gritava para que fizesse a mudança mas ele dizia: "Estamos bem, estamos bem". Se tivesse feito a mudança, outra teria sido a história. Os franceses já iam saindo do estádio em manada. Não queriam ver os pênaltis.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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