Apontam efeitos negativos da implementação do RUN
Movimento Tetãgua Sapucái denuncia insegurança jurídica gerada pela nova legislação
O movimento Tetãgua Sapucái denunciou mediante comunicado os efeitos negativos da Lei nº 7424/25, argumentando que a criação do Registro Unificado Nacional (RUN) gera grave insegurança jurídica.
A organização apontou um erro de georreferenciação em uma propriedade da capital como evidência de que os novos bancos de dados digitais transpõem localizações e criam sobreposições inexistentes nos títulos originais.
O texto critica a ineficiência administrativa do Cadastro, apontando que os funcionários ignoram a documentação técnica apresentada para corrigir estas falhas.
O texto conclui que a nova legislação, longe de modernizar o sistema, provoca um caos jurídico e carece da celeridade necessária para proteger os direitos dos proprietários.
A postura reflete uma profunda desconfiança em relação à gestão institucional e à capacidade do Estado para garantir a propriedade privada sob o novo marco legal.
Base de dados. Uma das críticas mais fortes se refere à base de dados georreferenciada. O movimento apresenta como prova um caso no distrito de San Roque, onde o Cadastro cometeu um erro ao localizar os lotes na base gráfica, transpondoo as localizações e criando uma sobreposição de títulos que não existe nos documentos originais.
Trata-se da Finca nº 8255, que segundo detalham, tinha 300 m² e foi fracionada em dois lotes no ano 1952. Segundo os títulos de propriedade, a fração desapropriada (Finca nº 12296) encontra-se ao oeste, enquanto a fração "Resto" localiza-se a leste.
Detalharam que, ao criar a Base de Dados Gráfica (supostamente georreferenciada), o Cadastro transpos as localizações. O lote desapropriado foi localizado erroneamente a leste, o que gerou uma sobreposição de títulos na base gráfica que não existe nos documentos originais.
Os proprietários afetados solicitaram a correção dos números de lote para que coincidissem com seus títulos, apresentando toda a documentação necessária (títulos autenticados, pagamentos de impostos, plantas e estudos de títulos).
No entanto, a instituição emitiu um "expediente observado" exigindo novamente a apresentação dos documentos que já haviam sido entregues, segundo detalharam.
Para o movimento, este caso demonstra que o RUN não apenas comete erros técnicos graves na localização das propriedades, mas também carece de mecanismos eficientes para corrigi-los.
O movimento político critica que o RUN não agiliza os trâmites e denuncia a negligência institucional.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.