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Almodóvar ataca em Cannes contra os "monstros" como Trump, Netanyahu e Putin

O diretor espanhol defende a Europa como escudo contra líderes que desrespeitam leis internacionais

21/05/2026 19:45 3 min lectura 3 visualizações
Almodóvar arremete en Cannes contra los "monstruos" como Trump, Netanyahu y Putin

"Como europeus, estamos também obrigados a nos convertermos em uma espécie de escudo contra monstros como Trump, Netanyahu ou o russo. Estamos obrigados porque aqui sim obedecemos às leis internacionais", declarou em coletiva de imprensa o diretor manchego, em alusão aos líderes dos Estados Unidos, Israel e Rússia.

"Na Europa sim há leis. Trump deve saber que há um limite para todos os seus delírios e suas loucuras e que Europa nunca vai fazer uma vassalagem com respeito às políticas de Trump", acrescentou o diretor de 76 anos, que exibia um pin com a mensagem Free Palestine.

Para Almodóvar, o artista "desde seu pequeno púlpito [...] deve falar sem sinônimos, deve falar de cara descoberta do pior que está ocorrendo e estão nos ocorrendo coisas demasiado terríveis a cada dia".

"Me parece um dever moral", finalizou o cineasta veterano.

Há poucos dias, o ator espanhol Javier Bardem, que protagoniza outro dos filmes em competição, também atacou esses três líderes, dizendo que sua "masculinidade tóxica" causou milhares de mortos.

Bardem, conhecido por alzar a voz para defender a causa palestina, falava do machismo imperante quando apontou que essa atitude se estende a Trump, Putin e Netanyahu.

"Os chefões dizendo: 'meu pau é maior que o seu e vou te bombardear até te destruir'", prosseguiu. É um "comportamento masculino tóxico que está causando milhares de mortos".

Almodóvar, com seu filme Amarga Navidad, sobre um diretor de cinema com problemas de inspiração, aspira pela sétima vez à Palma de Ouro, um prêmio que lhe escapa apesar de ter dois Oscares e o Leão de Ouro da Mostra de Veneza.

O autor de Tudo sobre minha mãe e Volver assegurou que nunca foi a Cannes "com a sensação de vencedor".

"Os prêmios são o resultado dessa mistura tão heterogênea, quase diria demasiado heterogênea, que significa um júri cada um de seu pai e de sua mãe", disse.

"Para mim não é uma frustração não ter recebido uma Palma de Ouro, em absoluto", assegurou o realizador, cercado por todo seu elenco.

Almodóvar refletiu também sobre a evolução de seu cinema, destacando que cada etapa de sua carreira foi distinta porque sempre segue o que lhe "diz o coração".

"Reconheço que ganhei em profundidade neste século e perdi em humor", admitiu.

"Aqui felizmente recupero partes do humor", acrescentou, em referência a seu filme protagonizado pela espanhola Bárbara Lennie e pelo argentino Leonardo Sbaraglia.

Igualmente, revelou que está trabalhando um novo roteiro, que rodará na primavera de 2027, no qual gostaria de recuperar uma maior presença do humor, inclusive com tons de humor negro.

"Disso é o roteiro que estou terminando", disse, mantendo o mistério sobre sua próxima produção.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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