Alliana confirma desfile pela Independência após expressar a Peña 'a necessidade de realizá-lo'
Vicepresidente anuncia retomada da tradicional cerimônia militar e policial em homenagem à Pátria
Ante a ausência de Santiago Peña no país até o próximo 12 de maio, o segundo do Executivo, em sua condição de presidente da República em exercício, anunciou a nova disposição na noite do último sábado.
Por meio de suas redes sociais divulgou um comunicado oficial onde informa que "o Governo do Paraguai decidiu realizar o tradicional desfile militar e policial em homenagem à Pátria".
O ministro da Defesa, Óscar González, havia argumentado em coletiva de imprensa dias atrás que o pessoal sob sua responsabilidade realiza operações fundamentais no interior do país, entre as quais destacou a busca do sequestrado Almir De Brum, razão pela qual não se levaria a cabo este ano o desfile militar.
Leia mais: Desfile militar pela Independência não se realizará por operações no interior
Convencido da importância de acompanhar o sentimento de milhares de paraguaios nessas Festas Pátrias, expressei ao presidente Santiago Peña a necessidade de realizar o tradicional Desfile Militar e Policial. Nosso compromisso está em vivir essas datas junto ao povo...
O vice-presidente da República, no comunicado, além disso alegou o compromisso do Estado de celebrar junto à cidadania a comemoração da Independência da República do Paraguai.
"Convidamos as famílias paraguaias a acompanhar essas atividades que representam o orgulho de ser paraguaio e o reconhecimento a homens e mulheres que servem diariamente ao país com vocação, disciplina e compromisso", reforçou.
O presidente da República, Santiago Peña, encontra-se atualmente cumprindo uma agenda diplomática. Viajou desde o passado 5 de maio, primeiro para Los Angeles, Estados Unidos; e depois esteve em Taipé, República da China (Taiwan).
Para encerrar essa viagem internacional irá também a Manila, na República das Filipinas, razão pela qual se ausentará do território nacional até o próximo terça-feira, 12 de maio.
Na nota de permissão que enviou o chefe de Estado à Câmara de Senadores constava que referida agenda já havia sido coordenada para as datas mencionadas; não obstante, podia surgir alguma modificação se houvesse eventos imprevistos, que então seria comunicado adequadamente ao Congresso.
Com a aprovação do Legislativo, o mandatário paraguaio completará desta forma suas viagens número 64, 65 e 66 desde o início de sua gestão.
Entre as autoridades que se pronunciaram destaca-se o deputado cartista Rodrigo Gamarra, que considerou que os argumentos apresentados eram suficientes. Enquanto isso, para o senador da dissidência Luis Pettengill, constituía "um verdadeiro atentado contra nossa nacionalidade", apontou.
Acrescentou na Rádio 1000 que o fato de que as celebrações pelo aniversário da Independência Nacional não se realizem é uma medida desacertada porque vai contra a identidade nacional. "Os desfiles exaltam o nacionalismo. A medida é muito desacertada e vai contra os princípios dos paraguaios", sustentou.
O ex-presidente da República Mario Abdo Benítez foi outro dos colorados que reagiu à medida, instando o Executivo a que se vá realizar.
A agenda das festas pela Independência somente não incluía o tradicional desfile militar e policial, pois na agenda sim estavam contempladas algumas atividades próprias da data, como o hasteamento da bandeira no Palácio de Governo com os 21 canhonazos...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.