A Copa do Mundo faz uma pausa: o primeiro dia sem futebol
O torneio começou em 11 de junho com 48 seleções, o dobro da edição anterior no Catar, e já foram disputados 96 dos 104 jogos previstos em competição, deixando o número de sobreviventes em oito.
Entre eles já não estão nem os três anfitriões (Estados Unidos, México e Canadá, eliminados nas oitavas), nem campeões do mundo como Brasil, Alemanha e Uruguai, nem outros equipos que haviam chegado com pretensões de ir longe, como Países Baixos e Portugal.
Sim, continua a grande favorita ao título, França, que causou grande impressão com seu potente ataque, embora tenha tido de sofrer nas oitavas para eliminar uma combativa Paraguai 1-0 de pênalti.
Também chegou às quartas a campeã Argentina, que mantém assim as opções de se tornar a primeira seleção que revalida o título após aquele Brasil de Pelé, em 1958 e 1962.
Se a virada na prorrogação contra Cabo Verde nas dezesseis avos teve menos épica pela modéstia do rival, a das oitavas diante do Egito foi milagrosa: Argentina perdia 2-0 faltando onze minutos para o final do tempo regulamentado e acabou vencendo por 3-2.
Um encontro não isento de polêmica, que levou a Federação egípcia a pedir a exclusão do árbitro no que restava de torneio, ao qual recriminam ter anulado "um gol válido" e não ter marcado um pênalti a favor dos faraós.
Mas a Albiceleste chegou até aqui graças em grande parte ao gênio de Lionel Messi, que aos 39 anos, continua sendo o líder absoluto do time e marcou 8 gols no que vai de torneio, tornando-se de passagem o máximo artilheiro da história do torneio com 21 tentos.
Muito longe fica já a marca de 16 gols do alemão Miroslav Klose, que era o líder do artilheiro em Copas do Mundo antes de a bola começar a rolar no Azteca em 11 de junho.
O alemão foi superado também por um Kylian Mbappé que lidera o temível ataque Bleu e que marcou um gol a menos que Messi nesta edição e 19 no total, embora muito mais jovem (27 anos), poucos duvidam que o francês acabará superando o argentino, senão agora no futuro.
A luta pela Chuteira de Ouro se converteu em um dos grandes atrativos do torneio. Na disputa, junto a Messi e Mbappé, está Erling Haaland, que com 7 gols levou a Noruega às quartas, Harry Kane soma 6 com a Inglaterra e também não se pode esquecer de Jude Bellingham, Ousmane Dembélé e Mikel Oyarzabal, todos com quatro tentos e que continuam no torneio.
"São como tubarões. Cheiram sangue e marcam", resumiu o selecionador inglês Thomas Tuchel para se referir a esta disputa.
O recorde de gols em uma única edição, os 13 anotados pelo francês Just Fontaine em 1958, poderia estar em perigo daqui até o final do torneio.
Dos equipos que chegaram à América do Norte com o rótulo de favoritos, também continua a Espanha, que foi de menos para mais no torneio até eliminar nas oitavas a Portugal e despedir Cristiano Ronaldo em seu melhor jogo até o momento.
E a Inglaterra, que com os gols de suas duas grandes estrelas, Kane e Bellingham, voltará a lutar por um título que lhe escapa desde 1966.
A priori, estes quatro equipos (Argentina e Inglaterra por um lado e França e Espanha pelo outro) deveriam disputar as semifinais, mas o futebol mudou e cada vez é mais frequente ver equipos com menos pedigree chegar longe nos torneios.
Dos outros quartofinalistas, apenas Marrocos e Bélgica (rivais de França e Espanha respectivamente) chegaram a jogar uma semifinal mundialista, enquanto a Suíça não chegava a esta instância desde a edição que organizou em 1954 e a Noruega nunca havia passado das oitavas.
Seis europeus, um africano e um único representante do outrora pujante futebol sul-americano se enfrentarão a partir de quinta-feira para ver quem disputará a final no MetLife Stadium, nas proximidades de Nova York, em 19 de julho.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.