"A abertura de novos mercados permitirá sustentar o crescimento da carne aviar paraguaia", assegurou Ceuppens
Diretor de Pechugón destaca habilitação dos Emirados Árabes Unidos e abertura de Taiwan como passos estratégicos para diversificação
A habilitação recente dos Emirados Árabes Unidos para a carne aviar paraguaia e a abertura de Taiwan representam um novo passo na estratégia de diversificação de mercados para o setor avícola nacional, destacou Blanca Ceuppens.
A diretora de Pechugón valorizou o avanço sanitário e comercial do país, embora alertasse que ainda existem desafios vinculados à competitividade, exigências religiosas e riscos sanitários globais.
Em diálogo com Valor Agregado, Ceuppens sustentou que a abertura de novos destinos é chave para sustentar o crescimento da produção avícola paraguaia. "Para nós é muito importante porque precisamos de mercados para poder continuar aumentando a produção nacional", expressou.
A empresária explicou que os Emirados Árabes representa um destino totalmente diferente dos mercados tradicionais onde o Paraguai exporta atualmente carne aviar. "É outra zona, outro tipo de produto e outras exigências", sinalizou, reforçando que este tipo de habilitações permite diversificar as exportações e melhorar o aproveitamento comercial das distintas partes do frango.
Nesse sentido, recordou que o mapa de exportações paraguaias foi mudando nos últimos anos. "Alguns mercados como a Rússia se foram perdendo pela guerra e apareceram outros como Singapura, Filipinas, Taiwan e agora Emirados", comentou.
Ceuppens explicou que os Emirados Árabes Unidos apresenta requisitos específicos, principalmente vinculados ao rito halal. "As aves têm que ser abatidas ou degoladas por um muçulmano e isso torna muito mais complexo o processo", afirmou.
Além disso, comentou que existe uma particularidade vinculada ao tamanho do frango consumido nesse mercado. "Eles estão acostumados a consumir frangos muito pequenos porque o frango inteiro não se compartilha. Esse não é o hábito de consumo no Paraguai nem em grande parte do mundo", indicou.
Porém, considerou que existem maiores possibilidades comerciais para produtos desossados e cortes específicos, especialmente peito. "Quando falamos de peito ou carnes desossadas é muito mais provável poder trabalhar nesse mercado", sustentou.
Taiwan aparece como uma oportunidade mais imediata
A respeito de Taiwan, Ceuppens sinalizou que o perfil de consumo é muito mais compatível com a produção paraguaia. "É exatamente o mesmo tipo de produto que o Paraguai produz, por isso seria muito mais fácil comercializar com eles", explicou.
Não obstante, indicou que atualmente o principal obstáculo é a tarifa de 20% que enfrenta a carne aviar paraguaia. "Enquanto não se elimine essa tarifa, nossos preços não vão ser competitivos", advertiu.
Apesar disso, recordou que processos similares ocorreram anteriormente com as carnes vacum e suína. "A longo prazo essas tarifas se foram suprimindo e hoje Taiwan é um dos principais mercados para ambas as carnes", afirmou.
Paraguai aponta a continuar crescendo em produção
A empresária destacou que o consumo interno de carne aviar continua crescendo no Paraguai, impulsionado em parte pelos altos preços da carne vacum. Atualmente, o consumo per capita ronda entre 32 e 34 quilos anuais.
Em termos produtivos, sinalizou que o país produziu cerca de 235.000 t...
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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